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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha."


Madre Teresa de Calcutá

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?


O que faz você feliz?
A lua, a praia, o mar
Uma rua, passear
Um doce, uma dança
Um beijo ou goiabada com queijo?
Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão
Dormir cedo, acordar tarde
Arroz com feijão, matar a saudade
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede
Ler ou viver um romance
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir a toa
Um pássaro, um parque, um chafariz
Ou será o choro que te faz feliz?
A pausa para pensar
Sentir o vento
Esquecer o tempo
O céu
O sol
Um som
A pessoa ou o lugar
Agora me diz o que faz você feliz?


O que faz você feliz?
aquela comida caseira,
arroz com feijão
brincar a tarde inteira
o molho do macarrão
ou é o cheiro da cebola fritando que faz você feliz?
o papo com a vizinha,
o bife, a batatinha
a goiabada com queijo
um doce ou um desejo
afinal o que faz você feliz?


O que faz você feliz?
ficar de bobeira
assaltar a geladeira
comer frango com a mão
tomar água na garrafa
passar azeite no pão
ou é namorar a noite inteira que faz você feliz?
rir e brindar a toa
um filme, uma conversa boa
fazer um dia normal virar uma noite especial
afinal, o que faz você feliz?


O que faz você feliz?
comer morango com a mão
por açúcar no abacate
brincar com melão, goiaba, romã, jabuticaba
ou é o gostinho de infância que faz você feliz?
cuspir sementes de melancia
falar besteira, ficar sem fazer nada
plantar bananeira, ou comer banana amassada?
afinal, o que faz você feliz?



ARNALDO ANTUNES

sábado, 26 de fevereiro de 2011


O Manifesto

.O Sonhador é o homem que vive muito bem a vida. Para ele, viver muito bem a vida é nada mais nada menos que inventá-la.

. O Sonhador mora na sua Casa Inventada. Não tem endereço permanente, já que toda imaginação vive mudando de lugar.

. Ele mantém um endereço fixo para receber as contas de luz, água e impostos. É onde vai chegar do trabalho, fazer a salada, ajudar na lição dos filhos e na armação das suas pipas e rabiolas; arrumar a biblioteca, as tintas, os pincéis, o chuveiro quando está quebrado; ler o jornal, levar as crianças para a cama e abraçar quem o espera.

. O Sonhador raramente tem tempo de jogar conversa fora. Na sua porta, há sempre uma fila de Sonhem-me esperando ser sonhados. Eles chegam muitos de uma só vez e a porta do Sonhador se ilumina toda com essas cintilâncias.

. O ofício do Sonhador é sonhar. Ele não tem hora para começar nem para terminar; depende da escolha do material para a sonhação: se palavras, tintas, idéias, pedra, pano, barro… Depende de para onde o vento sopra, das marés, da lua, de uma voz que canta na casa vizinha, e principalmente do que é que os sonhos esperam dele.

. Caso seja interpelado pela exclamação (geralmente indignada): “Mas você só pode estar sonhando!”, o Sonhador não deve hesitar em responder: “Com toda certeza, meu senhor”.

. O direito à propriedade não se aplica ao Sonhador. Os sonhos são matéria intangível, além de serem intercomunicantes, estando, por essa razão, impossibilitados de subjugar-se a um dono.

. Cabe ao Sonhador sonhar por si mesmo. E pelas pessoas à sua volta que carecem de matéria onírica.

. A matéria onírica do Sonhador pode estar nas coisas desdenhadas pela maioria das pessoas: uma gota de chuva, um prego enferrujado, uma tesoura desafiada, agulha sem ponta, chave que se perdeu da fechadura, garrafa vazia encostada no poste, buraco de fechadura de casa sem inquilino, relógio sem ponteiro, pneu furado, raio de sol,cabo de guarda-chuva, garatuja de menino, caco de espelho…

. Quando um Sonhador se depara com um muro, costuma apalpá-lo, milímetro por milímetro, enquanto vai se perguntando por que é que os homens se aprimoram em se afastar uns dos outros de maneira tão dura. Que desperdício de pedra e de tinta! Então salta o muro.

. O Sonhador que se pergunta, à maneira zen, se é, ele próprio, um homem sonhando ser uma borboleta ou uma borboleta sonhando ser um homem, está a salvo das dúvidas cotidianas.

.O Sonhador não busca, ele foge de suas idealizações e das alheias.
Portanto, ele se contenta com encontrar o que se apresenta em seu caminho.

. Todo Sonhador dorme pouco, pois os sonhos sonhados no sono não são matéria propícia para seu trabalho artístico. Prefere os que batem à porta, e vive pronto para atendê-los bem desperto, em puro devaneio.

. Há Sonhadores que trabalham em correios, em barcos, em aviões, em construção de casas, em escritórios, nas caixas de supermercados, em bilheteria de teatro, em chapelarias, em culinária, em chefia, em reforma de roupa, em escolas, em pedágio, em bibliotecas, em pedalar bicicleta, em pentear o vento… (Até hoje nunca se ouviu falar de um Sonhador que trabalhasse para a guerra.)

. Os Sonhadores se reconhecem uns aos outros por uma inevitável atração do olhar e pela vontade de se convidar para sentar num banco de jardim.

Outra forma de reconhecimento é um dos Sonhadores enfiar a mão no bolso, tirar de lá um nada (o nada é matéria invisível indispensável a todo sonhador). Então ambos passam a se alegrar juntos pelo achado. Muitas vezes chegam a pular e a gritar de entusiasmo. Os não- sonhadores observam e torcem o nariz, apertando o passo.

. Todo homem que tem vazio o Lugar de Sonhar é porque esqueceu de carregar até o futuro a Criança que foi um dia.

. O Sonhador costuma ser mais pentimental do que sentimental. É que os pentimentos são camadas transparentes, pintadas umas sobre as outras nas dobras na memória, e trazem maior desafio do que os sentimentos, pela ambigüidade que despertam. Sem nitidez, só se deixam vislumbrar. E o Sonhador é o homem, por excelência, atraído por mistérios e ambivalências.

. O Sonhador não vive de recordações (elas, quando se lembram dele é que pedem para visitá-lo). Prefere lembrar-se do futuro.

. Vai de coração aberto ao encontro dos acontecimentos vários. Porém não tem como admitir a competitividade e outros ruídos que insistem em sufocar a vida dos sonhos.

. Todo Sonhador carrega no bolso, ao invés de fósforo ou isqueiro, um acendedor de vulcões.

. A sonhação do verdadeiro Sonhador parece ser incompatível com a ilusão, embora as ilusões estejam na mesa dele, junto das outras matérias com que compõe seu trabalho. As ilusões, muito coloridas de desejos, podem atrapalhar e até impedir o trabalho de sonhação. Por isso, o Sonhador prefere ocupar-se delas somente nas horas vagas.

. Quando se depara com uma flor, um floco de neve, de algodão- doce, uma semente, um nascer ou pôr-do-sol, uma criança, uma estrela-cadente, o Sonhador se ajoelha, o que costuma causar espanto nos transeuntes.

. A Mãe Sonhadora sonha por seu bebê enquanto ele não tem meios de realizar seu devaneio sozinho. Ou por estar ocupado em compor seu corpinho dentro da barriga, ou, depois que nasceu, por estar muito envolvido no trabalho de mamar, arrotar, defecar, regurgitar, urinar, abraçar, choramingar, dormir, acordar, espantar-se, escutar, tocar a mãe que o está sonhando. Súbito, de uma hora para outra, ele se vê Sonhador de seus sonhos. A mãe, então, vai em busca dos dela.

. Toda criança é um Sonhador de carteirinha. Mas, por sua vulnerabilidade, é passível de ser desviada dos seus sonhos por adultos inexperientes na matéria.

. Quando um Sonhador soluça, é porque tem cardumes deSonhem-mes engasgados na garganta, querendo se tornar poema, pintura, desenho, história, partitura, dança, mímica, palhaçada, escultura, sonata, ciranda.

. Os Sonhem-me, quando não atendidos logo, podem manifestar-se via espirro, tosse, tiques, coceiras, insônia, raiva-não-se-sabe-de-quê… É aconselhável que o Sonhador logo os transforme. Do contrário estará arriscado a morrer de tédio.




autor desconhecido

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Rios de Amor

Victor e Leo

Composição: Victor Chaves

Eu estava ali, aos pés do vento
Enquanto o vento me acariciava
Estava no céu, longe do tempo
Uma estrela me cadenciava
Vagas lembranças de um coração
Fui o campo verde onde você descansou
Fui a voz que lá do sertão te chamou
Você disse: "Não, não"
E chorou

Aves cantantes
Matas gigantes
Solos plantantes em flor

Aves cantantes
Matas gigantes
Solos plantantes em flor
Rios de amor

Caso te acometa a saudade
Vou deixar aberta a porteira
Tão sozinha nesta cidade
A pensar em mim a noite inteira
Você diz que quer mas não vem
Eu não posso te obrigar a tentar ser feliz
Se você vier, meu bem, virá porque quis
Só te peço: "Vem, vem, meu amor"

Aves cantantes
Matas gigantes
Solos plantantes em flor

Aves cantantes
Matas gigantes
Solos plantantes em flor
Rios de amor
Rios de amor

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Donde Estará Mi Primavera

yo te debo tanto
tanto amor que ahora
te regalo mi resignación
sé que tú me amaste
yo pude sentirlo
quiero descansar en tu perdón

voy a hacer de cuenta
que nunca te fuiste
que has ido de viaje y nada más
y con tu recuerdo
cuando esté muy triste
le haré compañía a mi soledad

quiero que mi ausencia
sean las grandes alas
con las que tu puedas emprende
ese vuelo largo
de tantas escalas
que en alguna me puedas perder

yo aquí entre la nada
voy a hablar de todo
buscaré a mi modo continuar
y hasta que los años
cierren mi memoria
no me dejaré de preguntar

dónde estará mi primavera?
dónde se me ha escondido el sol?
que mi jardín olvidó
y el alma me marchitó

yo aquí entre la nada
voy a hablar de todo
buscaré a mi modo continuar
y hasta que los años
cierren mi memoria
no me dejaré de preguntar

dónde estará mi primavera?
dónde se me ha escondido el sol?
que mi jardín olvidó
yo aquí entre la nada
voy a hablar de todo
buscaré a mi modo continuar
y hasta que los años
cierren mi memoria
no me dejaré de preguntar

dónde estará mi primavera?
dónde se me ha escondido el sol?
que mi jardín olvidó
y el alma me marchitó
y el alma me marchitó

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

RAÇA

Ouço vozes surdas
No meio da multidão
Vozes de todas as cores
Desejos de todos os sabores
Pessoa, gente, humano
Coro de um único desejo
De serem ouvidos
Serem respeitados
De terem os seus direitos atendidos
Direitos de cidadão
Poder e reflexão
Eles querem
Nós queremos
Poder agir
Direito de exigir
Igualdade, paz
Espaço, oportunidade
Raças
Que se misturam
Interagem
Que se estranham
Amargam
Nosso país é uma mistura
Nossa terra é colorida
Anularemos os resquícios
De luta e dor
Pois esta causa não é de uma cor
Esta conquista é multicor.


BRIDGI VITTI

domingo, 20 de fevereiro de 2011

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Senhor do Tempo

Charlie Brown Jr.

Composição: Heitor / Chorão

Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia vou vivendo o dia-a-dia.

Na paz, na moral, na humilde busco só sabedoria
Aprendendo todo dia, me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você.

Seguindo em frente com fé e atenção
Continuo na missão continuo por você e por mim
Porque quando a casa cai
Não dá pra fraquejar, quem é guerreiro tá ligado
Que guerreiro é assim.

O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar vi pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo por ter encontrado você.

O tempo é rei, e a vida é uma lição
E um dia a gente cresce
E conhece nossa essência e ganha experiência
E aprende o que é raiz então cria consciência.

Tem gente que reclama da vida o tempo todo
Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo
Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro
Eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro
Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro
Ligado nos pilantra e também nos bagunceiro
E a gente se pergunta porque a vida é assim?
É difícil pra você e é difícil pra mim.

Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia vou vivendo o dia-a-dia
Na paz, na moral, na humilde busco só sabedoria
Aprendendo todo dia me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você.

Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor também é jeito de levar a vida

O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo ter encontrado você.

Vem que o bom astral vai dominar o mundo!
Eu já briguei com a vida, hoje eu vivo bem com tudo mundo aí
Na maior moral...Charlie Brown!
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida.

SE QUISERMOS SONHAR


Vasculho nas margens
Do tempo...
Uma nesga
Um espaço
Uma miragem
Procuro na vanguarda do vento...
Espaço para sorrir
E sonhar
Sussurro ao tempo...
Que me indique o caminho
No qual veja o sol
E as estrelas
A estrada é longa
Infindável
Mas o impossível
Se torna possível
Se quisermos sonhar...

Gil Moura


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


OFICINA RECONSTRUINDO ESTARA COM PONTO DE TROCA DE LIVROS DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL DE 16 A 18 DE FEVEREIRO DE 2011 DAS 8 AS 19 HORAS NA 1ª EXPO DINÂMICA E TECNOLÓGICA.LOCAL SINDICATO RURAL DE JAGUARÃO.LEVE SEU LIVRO EM BOM ESTADO E TROQUE SUA HISTÓRIA.

OFICINA RECONSTRUINDO ESTARA NA EXPO DINÂMICA,FAZENDO SEU PONTO DE TROCA DE LIVROS DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL.PARTICIPE E TROQUE SUA HISTÓRIA POR OUTRA,ESTAREMOS LÁ A TUA ESPERA SEJA...

BEM VINDO!!!!!!!!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

LUA CHEIA


Quando o céu todo se enfeita.
Para uma paz satisfeita
E o mundo inteiro se deita
Nos braços da escuridão,
Aparece a lua cheia,
A fulgurante candeia
Que pelo espaço vagueia,
Clareando a imensidão!


Sutil e cariciosa,
Dentro da nuvem garbosa,
Ela se eleva ditosa,
Num soberbo alumbramento!
É o espelho da beleza,
Refletindo a natureza,
No seu trono de princesa
Do salão do firmamento!


O céu – lindos alabastros!
Vive marcado de rastros
Da enamorada dos astros
E poetisa do azul!
Quando ela passa sombria,
Distribuindo alegria
E recitando poesia
Para o Cruzeiro do Sul!


E na sua claridade
Que há tanta serenidade,
Existe a sublimidade
Da transparência de um véu...
A lua que algo retrata,
Jogando luz sobre a mata,
Parece um olho de prata
No rosto imenso do céu!


Jansen Filho

Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

Mário Quintana

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O SORRISO DOS OLHOS (TULIO SOUZA/PIERO ERENO)

A paz é o sorriso que verte dos olhos
De quem têm nos olhos os olhos de alguém
A paz se acomoda nas mãos o carinho
Fazendo seu ninho a paixão de quem tem

Podia ser patas riscando o campo
Pois ter liberdade também e ter paz
Mas quis ser o brilho mais puro e singelo
Que o riso sincero que teus olhos me traz

A paz pode ser de campo e de rio
Ser livre ao galope ser calma ou remanso
Mas tenho uma paz que toma meu peito
Que doma meu jeito
Num beijo me amanso

A linda morena que afaga Minh' alma
É um rio de carinho na calma do poço
Te peço morena alaga meu campo
Com águas de amor da vida este moço

Podia ser barco sem remo a deriva
Vagando em silencio num rio sem fim
Mas quis o destino que fossem luzeiros
Teus olhos pequenos sorrindo pra mim

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BEM NA PORTEIRA ...CRISTIANO QUEVEDO


Circunstanciais os limites pra quem vive no moerão
Num rancho de terra bruta a um metro e tanto do chão
Um casal de João de barro com paciência, bico e asa
Escolheu bem na porteira pra erguer o sonho da casa

O barro depois da chuva bastou pra toda a morada
Mangueira de terra boa sovada com a cavalhada
O tempo fez dias claros e a construção foi parelha
Duas semanas o rancho foi do alicerce pras telhas

O macho levava cantos pro timbre do alambrado
Na partidura da cerca, anunciava os bem chegados
Cada manhã de setembro um canto novo acordava
Quando a fêmea emplumada, por sobre o rancho cantava

Porta por lado do sol, meter a cara em porfia
E um canto de passarinho chamando as barra do dia
Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa
De renascer todo o dia, aonde existe esperança...

Mas foi bem junto com a chuva que uma tropa de cruzada
Se apertou bem na porteira querendo pegar a estrada
E o moerão num trompaço perdeu o entono e a razão
E derrubou o ranchinho de terra e ninho pro chão

E a tropa cruzou por diante sem reparar o que fez
Casco e pisada quedaram dois sonhos de uma só vez
E o barreiro repousado no outro moerão da porteira
Parecia que buscava ao longe a sua companheira

Custou, mas cantou de novo, de asa e de bico aberto
Quando o casal se encontrou num cinamomo ali perto
Pra erguer um novo rancho no mesmo ciclo de espera
Longe do cruzo das tropas, na próxima primavera..

O SACI E O EUCALIPTO


AUTORIA DE DITÃO VIRGILIO
TRABALHADOR RURAL .SP

1
Um dia fui passear
Lá no reino encantado
E em cima de um cupim
Eu vi o saci sentado
Com os olhos cheios d?água
Que há pouco tinha chorado
Então lhe perguntei
Por que estava desolado

2
Deu um rodamoinho
E ele me respondeu
Olha para as montanhas
Veja o que aconteceu
Plantaram uns paus compridos
Que depressa cresceram
Todos os bichos foram embora
E alguns até morreram

3
É o tal de eucalipto
Planta que não é daqui
Uma mata silenciosa
Que acabou com tudo ali
Os macacos foram embora
Até o mico e o sagüi
Que saudade do sabiá
Do sanhaço e o bem-te-vi

4
Esta planta suga a terra
As nascentes estão secando
Nossos rios caudalosos
Devagar vão se acabando
As fazendas destruídas
Pelas máquinas vão tombando
O caipira sem destino
Pra cidade está mudando

5
As casinhas da fazenda
Também foram derrubadas
Só tem árvores no lugar
Quase não serve pra nada
Ressecando nossa terra
Expulsando a passarada
Não tendo onde criar
Não alegra a madrugada

6
Os peixes estão morrendo
Com o veneno espalhado
Um tal de mata-mato
Que seca até a invernada
Dão veneno pras formigas
Que nunca é controlado
Tamanduás e os tatus
Quase foram exterminados

7
Já não tem fogão de lenha
Onde fumo ia buscar
Não tem mais o galinheiro
Onde eu ia brincar
Acabou-se o chiqueiro
Não tem porco pra engordar
Os caipiras vão embora
Por não ter onde morar

8
Não tem vacas leiteiras
Nem bezerros a berrar
Mesmo o cavalo alazão
Já não tem o que pastar
O galo já não canta
Quando o dia vai clarear
Se continuar assim
O Saci não vai agüentar

9
Com a sombra desta árvore
As flores desapareceram
A juriti está calada
Não canta na capoeira
João-de-barro não faz casa
Pois não tem mais a paineira
O canarinho foi embora
Com o sabiá-laranjeira

10
Acabaram-se as algazarras
Das bonitas maritacas
Até mesmo garças brancas
Já ficaram muito fracas
Com esta falta de água
Também acabou a paca
O sertão está em silêncio
Com a praga que o ataca

11
O gavião-carcará
Já não tem o que comer
O curiango não canta
Quando chega o escurecer
A coruja em desespero
Voou no amanhecer
Até mesmo a cascavel
Não está tendo o que fazer

12
Não tem mais o milharal
Crescendo lá na baixada
Por isso o inhambu
Não pia mais na palhada
As rolinhas muito tristes
Já não fazem revoada
Tico-tico já não pula
Lá no meio da estrada

13
A saracura-três-potes
No brejo não pode morar
Naçanica-bico-verde
Não tem inseto pra pegar
Pois sem água o brejo seca
E não tem nada para dar
Os bichos morrem de sede
No seu próprio habitat

14
No rio não tem mais bagre
Nem traíra nem piaba
Pois com a falta de fruta
Vem a fome e tudo acaba
Veneno na enxurrada
Matou o pé de goiaba
Acabou fruta silvestre
E sumiu a jabuticaba

15
Também já secou
O Corguinho o lugar
Morreram os lambaris
Já não tem o que pescar
Camarão de água doce
Não sei onde foi parar
Sapo, perereca e rã
Pararam de coaxar

16
Até a bela siriema
Cantou lá na cachoeira
Tentando avisar o homem
Pra parar com essa besteira
Estão matando a natureza
Com uma flecha certeira
Este mal não vai ter cura
Vai durar a vida inteira

17
Queimaram os paus podres
Onde o pica-pau faz ninho
No oco dessas madeiras
Onde nascia o filhotinho
As mamangavas sumiram
Foram embora de mansinho
Só tem cheiro de eucalipto
Espalhado no caminho

18
Até mesmo as abelhas
Conseguiram enganar
Dizendo que essa árvore
Muitas flores ia dar
Mas quando os botões
Começaram a desabrochar
Eles fazem a derrubada
Não deixam nada sobrar

19
O pobre do vaga-lume
Não tem luz na escuridão
Pois esses paus compridos
Ficam distantes do chão
Atrapalhando o seu vôo
Nesta grande imensidão
Mesmo nos taquaris
Pode não ter salvação

20
Sou Saci estou preocupado
Se acabar o bambu
Como é que eu vou criar
No meio do taquaruçu
É lá onde também mora
Aquele bando de jacu
E eles estão sumindo
Juntinho com o anu

21
Com um veneno forte
Acabaram com o varjão
A baixada só tem pau
Já não planta mais feijão
A nossa mata nativa
Não tem mais brotação
Com a sombra dessa árvore
Nada nasce neste chão

22
Também a onça-pintada
Jaguatirica e suçuarana
Estão morrendo de fome
E ainda levam a fama
Porque o veado-mateiro
Morreu por falta de grama
Se você pensa que foi ela
Aí é que você se engana

23
O bem-te-vi já não canta
Na copada do pinheiro
E o sanhaço azul
Não senta no pessegueiro
A sombra acabou com tudo
Matou o pé de coqueiro
Tapera de pau-a-pique
Plantaram até no terreiro

24
O caipira indo embora
Vai acabar sua cultura
Não sou contra o eucalipto
Mas sim a monocultura
Não comemos celulose
Nem essa madeira dura
É com sede de dinheiro
Que cometem essa loucura

25
Na comida caseira
Não tem frango caipira
O porquinho na panela
Torresmo que se admira
Não tendo mais abobreira
Também não tem cambuquira
Nem toucinho no fumeiro
Nem couve rasgada em tira

26
Homem da roça apertado
Vai morar na cidade
E trabalha com eucalipto
Contra sua vontade
De vez em quando lembra
Que tinha felicidade
Num canto chora escondido
Do sertão sente saudade

27
Até o vento é diferente
Mudou a vegetação
Diz que é reflorestamento
Mas é uma enganação
Porque logo cortam tudo
Pra celulose e carvão
Deixando a nossa terra
Uma grande devastação

28
Por enquanto dão emprego
Dizendo que vão ajudar
Não passa muito tempo
Pra tudo isso acabar
Deixam tudo destruído
E saem pra outro lugar
Fica pra trás a miséria
E a fome vai se espalhar

29
Até mesmo a capelinha
Onde o povo ia rezar
Foi fechada a porteira
Para não poderem entrar
Tentam acabar com a festa
Que é tradição do lugar
Se deixarem trocam por pau
Até os santos do altar

30
Me chamaram de malvado
Pela minha esperteza
Gosto de traquinagem
Não sou mau com certeza
O que quero é defender
A nossa maior riqueza
Eu sou filho dessa terra
Brigo pela natureza

31
Vou indo rapidamente
Girando cisco no vento
Se você não pensar em mim
Agora neste momento
De pensar que eu já existo
Para isto fique atento
Não sou filho da mentira
Criação do pensamento

32
Dê um grito de alerta
Peça para o povo ajudar
Não deixe o eucalipto
Com o sertão acabar
Este deserto verde
Pouco tem e nada dá
Sou da terra das palmeiras
Onde canta o sabiá

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Posted by Picasa

MISTERIOSA INFUSÃO..WILSON TUBINO


Eram lindos estes campos
Bem antes da descoberta.
O verde era como um manto,
A pampa era toda aberta.

Cercas, divisas, bandeiras
Não existiam por aqui.
E tudo isto era o reino
De uma nação Guarani.

Famílias se arrinconavam
Por capões, planícies, serras.
E, livres, se deslocavam
Por toda a extensão da terra.

Mas...quando haviam contendas,
Entre as tribos co-irmãs,
Se reuniam os caciques,
Os feiticeiros, os xamãs.

Se conclamava o conselho
Ao pé do fogo-de-chão
E...ali se discutia
Pra encontrar a solução.

O "itacuguá" sobre o fogo
Aos poucos a água aquecia.
E, num clima de respeito,
Aos veteranos se ouvia.

Então...o velho pagé,
De uma combuca na mão,
Tirava uma erva seca
Triturada no pilão.

E com ela preparava
Uma misteriosa infusão,
Que era chamada "caá-y"
Na língua do povo irmão.

O próprio Tupá ensinara
A preparar a mistura
Conforme diziam as crenças
E os mitos dessa cultura.

No "caiguá" se colocava
A erva e a água quante.
E a "tacuapí", que era a bomba,
Completava esta vertente.

Era assim que comungava
O nosso povo ancestral,
Unindo os seres da terra
Ao plano celestial.

E...enquanto os homens calavam
Sorvendo a infusão bendita,
Os ânimos se acalmavam
E as guerras eram proscritas.

É por isto que este mate,
Esta silenciosa oração
Nos faz tanto bem à alma
Nos conforta o coração.

Nos religando ao passado
Sem olvidar o presente,
Nos tornando mais fraternos,
Mais felizes...Mais contentes.

Por isto é que eu lhes afirmo,
Com a mais profunda emoção:
Que é Deus Tupá...que ainda fala
Na língua do chimarrão.

...PENSANDO EM MEIO AMBIENTE!!!...PRODUTOS ORGÂNICOS!

SÃO ALIMENTOS OBTIDOS EM SISTEMA DE PRODUÇÃO ONDE NÃO SÃO UTILIZADOS FERTILIZANTES SINTÉTICOS SOLÚVEIS,AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS.ISSO SIGNIFICA QUE SÃO MAIS SEGUROS PARA O CONSUMO.
TAMBÉM SÃO CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS NA PRODUÇÃO ORGÂNICA AS RESPONSABILIDADES SOCIAL E AMBIENTAL.OS SISTEMAS ORGÂNICOS DE PRODUÇÃO TÊM COMO BASE OS PRINCÍPIOS AGROECOLÓGICOS QUE CONTEMPLAM O USO SAÚDAVEL E RESPONSÁVEL DO SOLO,DA ÁGUA,DO AR E DOS DEMAIS RECURSOS NATURAIS,DE MODO A REDUZIR AS FORMAS DE CONTAMINAÇÃO E DESPERDÍCIO DESSES ELEMENTOS,CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
AS PROPRIEDADES ORGÂNICAS BUSCAM DIVERSIFICAR E INTEGRAR A PRODUÇÃO DE ESPÉCIES VEGETAIS E ANIMAIS COM O OBJETIVO DE CRIAR ECOSSISTEMAS MAIS EQUILIBRADOS E QUE AJUDEM A MANTER A BIODIVERSIDADE.
OS PRODUTOS ORGÂNICOS VÊM OCUPANDO ESPAÇOS CADA VEZ MAIORES NAS PRATELEIRAS DOS MERCADOS.AS FEIRAS LOCAIS TAMBÉM SÃO UMA BOA OPÇÃO PARA SE CONVERSAR COM PRODUTORES E CONHECER MAIS SOBRE ESSE MODO DE PRODUÇÃO.
AO CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS,VOCÊ ESTÁ CONTRIBUINDO PARA O FORTALECIMENTO DESSA GRANDE REDE DE PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE TRABALHAM EM PROL DE UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA PARA AS GERAÇÕES ATUAIS E FUTURAS.
NOSSOS HÁBITOS DE CONSUMO INFLUENCIAM DIRETAMENTE SOBRE COMO SERÃO PRODUZIDOS OS NOSSOS ALIMENTOS.CABE AOS CONSUMIDORES VALORIZAR E ,ASSIM,GARANTIR QUE AUMENTEM O NÚMERO DE PRODUTORES QUE TÊM RESPONSABILIDADES SOCIAL E AMBIENTAL.
O CONSUMIDOR RESPONSÁVEL DEVE CONSIDERAR E VALORIZAR,NO ATO DA COMPRA,OS PRODUTOS DA ESTAÇÃO,AQUELES QUE FORTALECEM OS PRODUTORES LOCAIS E OS QUE TÊM PROCESSO DE PRODUÇÃO E EMBALAGENS QUE AGRIDEM MENOS O MEIO AMBIENTE.