terça-feira, 30 de agosto de 2016

O Livro e a América

    Talhado para as grandezas, 
    Pra crescer, criar, subir,
    O Novo Mundo nos músculos
    Sente a seiva do porvir.
    — Estatuário de colossos —
    Cansado doutros esboços
    Disse um dia Jeová:
    "Vai, Colombo, abre a cortina
    "Da minha eterna oficina...
    "Tira a América de lá".

    Molhado inda do dilúvio,
    Qual Tritão descomunal,
    O continente desperta
    No concerto universal.
    Dos oceanos em tropa
    Um — traz-lhe as artes da Europa,
    Outro — as bagas de Ceilão...
    E os Andes petrificados,
    Como braços levantados,
    Lhe apontam para a amplidão.

    Olhando em torno então brada:
    "Tudo marcha!... Ó grande Deus!
    As cataratas — pra terra,
    As estrelas — para os céus
    Lá, do pólo sobre as plagas,
    O seu rebanho de vagas
    Vai o mar apascentar...
    Eu quero marchar com os ventos,
    Corn os mundos... co'os
    firmamentos!!!"
    E Deus responde — "Marchar!"
    >
    "Marchar! ... Mas como?...  Da Grécia
    Nos dóricos Partenons
    A mil deuses levantando
    Mil marmóreos Panteon?...
    Marchar co'a espada de Roma
    — Leoa de ruiva coma
    De presa enorme no chão,
    Saciando o ódio profundo. . .
    — Com as garras nas mãos do mundo,

    — Com os dentes no coração?...
    "Marchar!... Mas como a Alemanha
    Na tirania feudal,
    Levantando uma montanha
    Em cada uma catedral?...
    Não!... Nem templos feitos de ossos,
    Nem gládios a cavar fossos
    São degraus do progredir...
    Lá brada César morrendo:
    "No pugilato tremendo
    "Quem sempre vence é o porvir!"

    Filhos do sec’lo das luzes!
    Filhos da Grande nação!
    Quando ante Deus vos mostrardes,
    Tereis um livro na mão:
    O livro — esse audaz guerreiro
    Que conquista o mundo inteiro
    Sem nunca ter Waterloo...
    Eólo de pensamentos,
    Que abrira a gruta dos ventos
    Donde a Igualdade vooul...

    Por uma fatalidade
    Dessas que descem de além,
    O sec'lo, que viu Colombo,
    Viu Guttenberg também.
    Quando no tosco estaleiro
    Da Alemanha o velho obreiro
    A ave da imprensa gerou...
    O Genovês salta os mares...
    Busca um ninho entre os palmares
    E a pátria da imprensa achou...

    Por isso na impaciência
    Desta sede de saber,
    Como as aves do deserto
    As almas buscam beber...
    Oh! Bendito o que semeia
    Livros... livros à mão cheia...
    E manda o povo pensar!
    O livro caindo n'alma
    É germe — que faz a palma,
    É chuva — que faz o mar.

    Vós, que o templo das idéias
    Largo — abris às multidões,
    Pra o batismo luminoso
    Das grandes revoluções,
    Agora que o trem de ferro
    Acorda o tigre no cerro
    E espanta os caboclos nus,
    Fazei desse "rei dos ventos"
    — Ginete dos pensamentos,
    — Arauto da grande luz! ...

    Bravo! a quem salva o futuro
    Fecundando a multidão! ...
    Num poema amortalhada
    Nunca morre uma nação.
    Como Goethe moribundo
    Brada "Luz!" o Novo Mundo
    Num brado de Briaréu...
    Luz! pois, no vale e na serra...
    Que, se a luz rola na terra,
    Deus colhe gênios no céu!...

                                                                   Castro Alves
     

    Do livro: "Poetas Românticos Brasileiros", vol. I, Editora Lumen, SP, s/ano
       

domingo, 28 de agosto de 2016

"Um dia a gente acorda, os livros nos acordam, um anjo nos acorda, e somos avisados: não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada." Martha Medeiros



terça-feira, 7 de junho de 2016

"...Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida..."
Maria, Maria
Milton Nascimento
 

segunda-feira, 21 de março de 2016

...







"...me trata com teu trato
que te devolvo o trato
com meu trato ainda melhor."

(Documentário- ESTAMIRA)

domingo, 13 de março de 2016



a Tribo de BIBLIOTECÁRIOS se multiplica,
se renova, se torna INDISPENSÁVEL ....
estamos por aqui, por aí ...
espalhados e misturados,
estamos juntos com outras e outros.
Somos muitos muitas um contingente
um batalhão ...
Bastantes!
Conhecemos alguns que se Formaram
em Biblioteconomia ...
que pena que pena que pena mesmo.
Conhecemos alguns que AINDA não estão na profissão,
mas são BIBLIOTECÁRIOS ...
que bom que bom que bom di+ isso.
Conheceremos muitas e muitos
que ainda virão,
que ainda serão,
que ainda farão o voo ... que ainda tem a vontade de voar.
Eu estava lá e conheci tantas, tantos ... bastante BIBLIOTECÁRIOS.
Eu sou um BIBLIOTECÁRIO que voa ... que avoa
Que precisa sair do chão seguro,
Do conforto do lugar,
Da calmaria,
Do simples e do “normal”
Eu nem sei se eu sei ser um Professor Bibliotecário ...
Eu só sei abrir as janelas,
Eu só sei dizer eu Ti Amu Biblioteconomia ...
Eu só sei voar... voar junto
Em um arriscado abraço de asas.
Para TODAS e para TODOS os que me ensinaram a Voar ...
Para Essas e Esses ... Eu Ti Amu BIBLIOTECÁRIOS!
Claudio Moraes, 12.03.2016
Claudio Moraes

sábado, 30 de janeiro de 2016

...


Não basta amanhecer...
de tempo em tempo é necessário causar o encontro de dois, de dois em um...a presença do seu "melhor" e do "pior"de você, assim é possível propagar a abundancia de sentimentos livres da miséria, livres de danos maiores, livres de dores sem refugio, se é preciso disfarçar seu sorriso, então é hora de olhar pra sua vida com mais respeito, isso não nos torna santo, não nos livra dos pecados, mas ao andarmos tanto tempo distraídos preocupados com tantas coisas no dia a dia, passamos mesmo a viver disfarçados e esquecemos muitas vezes que o eixo da força que pode abarcar um melhor momento não esta no próximo dia, nem no próximo passo, mas no "mais recente encontro".
Seria fácil se não fosse tão difícil,seja você e seja feliz!
Então marcou o encontro com você hoje?


Silvia Helena Calcagno