terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Adiante...trocando estação...

VOÁ BORBOLETA - SARA TAVARES

Voá borboleta, abri bôs asas e voá

Bem trazêm quel morabeza
Quand m'oiábô
Bô ca têm ninhum tristeza
Mesmo si bô ta morrê manhã
Dor ca ta existi pa quem voá

Borboleta, borboleta
Abri bôs asas e voá, mesmo se vida bai amanhã
Borboleta...
Se um prende vivê ess vida
Cada dia voá

É um mensagem pa tude gente
Qui tá sobrevivê, tude alguêm sim força pá voá pa vivê
Lá na mei de escuridão,
No podê encontra razão
Só no credita
No podê voá

Borboleta, borboleta
Abri bôs asas e voá
Mesmo se vida bai amanhã
Borboleta
No podê vivê nos vida
Cada dia voá´

sábado, 10 de dezembro de 2011

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SONETO

PASA QUE LA IDEA AZUL DO VAN LAS BANDOLINAS
SÉ QUE PENSAR Y HACER Y BREGAR Y SOÑAR,
Y SALPICANDO CON LAS ESPUMAS DEL MAR
DE TEMPESTADES INFERNALES Y DIVINAS.
DE MI TRISTE CORONA, CUÁNTAS SON LAS ESPINAS?
PUES UNA A UNA APENAS ME LAS PUEDO ARRANCAR.
RECUERDAS MIS CONFIANZAS, PUES LAS RUGES, OH MAR!
Y RECUERDAS MIS PENAS, RUISEÑOR, PUES LAS TRINAS!
VOZ DE FUERZA O DULZURA EN LA GLORIA DEL DÍA,
BAJO LOS VASTOS CIELOS, SOBRE LOS OCEANOS,
INCLINEMOS LA FRENTE ANTE LA POESÍA.
DEJÉMONOS DE PALABRAS Y DE GESTOS VANOS,
Y PUESTO QUE EL INSTANTE ES BUENO TODAVÍA,
LEVANTEMOS LOS OJOS Y JUNTEMOS LAS MANOS.


RUBÉN DARÍO

OBRAS COMPLETAS - POESIAS

O PÁSSARO

O PÁSSARO VÔA
SUAS ASAS A SOLTAR
POR CAMINHOS LINDOS
ELE VAI ME LEVAR
VAI ME MOSTRAR
LÁ BEM DE PERTO
O GRANDE SOL A BRILHAR
NESTE GRANDE SONHO
EU QUERO VOLTAR
E VER COMO É LINDO
VOAR, VOAR, VOAR...


CARLA CABRAL LENA SOUTO

domingo, 20 de novembro de 2011

COLORIR PAPEL - VIA CIRCULAR


É um vento que passa e que leva
Raia o brilho de cor amarela
Planta o pé no chão
O amor dando volta na terra
Arco íris de luz aquarela
Banda coração

Vamos ver o pôr do sol
Me dê a mão
Uma estrela só
Não é constelação
Sem destino vamos juntos
Passear feito nuvens no céu
Derramar a tinta colorir papel

É um vento que passa e que leva
Raia o brilho de cor amarela
Planta o pé no chão
O amor dando volta na terra
Arco íris de luz aquarela
Banda coração

Vamos ver o pôr do sol
Me dê a mão
Uma estrela só
Não é constelação
Sem destino vamos juntos
Passear feito nuvens no céu
Derramar a tinta colorir papel

E amanhecer nós dois
Perfume, bem me quer
Tem biscoito, queijo, bolo
Leite no café

sábado, 19 de novembro de 2011

REALISMO...

NÃO CREIO, NEM DESCREIO. SIMPLESMENTE
ENCARO SEM RANCOR AS TEORIAS,
PARTIDOS, RELIGIÕES, QUE TANTA GENTE
ATACA COM A MAIOR DAS ENERGIAS...

NÃO NEGO; E SÓ AFIRMO RARAMENTE!
POIS, MUITAS VEZES, AO CORRER DOS DIAS,
O QUE SE DIZ AGORA FIRMEMENTE,
AMANHÃ SÃO ENGANOS... UTOPIAS...

NÃO FAÇO O MAL E QUASE POUCO O BEM!
- E JÁ SERIA BEM MELHOR O MUNDO,
SE NÃO HOUVESSE O MAL QUE O MUNDO TEM!

NÃO SOU ALEGRE... MAS NÃO SOU TRISTONHO!
E, SENDO UM REALISTA TÃO PROFUNDO,
AMO E SOLUÇO E FAÇO VERSO E SONHO!



LUIZ OTÁVIO

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TEM CUIDADO, CORAÇÃO...

CUIDADO, CORAÇÃO, MUITO CUIDADO!
PROVA O AMOR, BEM AOS POUCOS, DEVAGAR!
TAL COMO O VINHO, O AMOR FALSIFICADO,
MESMO ASSIM, BEM NOS PODE EMBRIAGAR...

E, QUANDO O AMOR NOS SENTE EMBEBEDADO,
COM REQUINTES NOS PASSA A ESCRAVIZAR...
EM TUDO SÓ SE VÊ O BEM-AMADO!
E A ÊLE NÓS ERGUEMOS UM ALTAR!

PORTANTO, TEM CUIDADO, CORAÇÃO!
E PROVA O TEU AMOR DEVAGARINHO
VENDO ASSIM SE É LEGÍTIMO OU SE NÃO...

MAS, QUANDO DESCOBRIR TUA RAZÃO
QUE TENS CONTIGO O MAIS PERFEITO VINHO,
EMBRIAGA-TE DE TODO, CORAÇÃO!...


OBRA: MEU SONHO ENCANTADOR
AUTOR: LUIZ OTÁVIO

AS PRIMAVERAS

A TERRA DE AROMAS CHEIA,
AS ONDAS BEIJANDO A AREIA
E A LUA BEIJANDO O MAR!

OH! DIAS DA MINHA INFANCIA!
OH! MEU CÉO DE PRIMAVERA!
QUE DOCE A VIDA NÃO ERA
NESSA RISONHA MANHÃ!
EM VEZ DAS MÁGOAS DE AGORA,
EU TINHA N´ESSAS DELICIAS
E BEIJOS DE MINHA IRMÃ!

LIVRE FILHO DAS MONTANHAS,
EU IA BEM SATISFEITO,
DA CAMISA ABERTO O PEITO,
-PÉS DESCALÇOS,BRAÇOS NÚS-
CORRENDO PELAS CAMPINAS
A´ RODA DAS CACHOEIRAS,
ATRAZ DAS AZAS LIGEIRAS
DAS BORBOLETAS AZUES!

N´AQUELLES TEMPOS DITOSOS
IA COLHER AS PITANGAS,
TREPAVA A TIRAR AS MANGAS,
BRINCAVA Á BEIRA DO MAR;
RESAVA ÁS AVES-MARIAS,
ACHAVA O CÉO SEMPRE LINDO,
ADORMECIA SORRINDO
E DESPERTAVA A CANTAR!



ESTE POEMA FOI ORIGINALMENTE POSTADO
DE: CASIMIRO DE ABREU
OBRA: AS PRIMAVERAS
COLLECÇÃO BENJAMIM COSTALLAT
RIO-1932

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ARROZ DE CARRETEIRO

Autoria: Jayme Caetano Braun

Nobre cardápio crioulo das primitivas jornadas,
Nascido nas carreteadas do Rio Grande abarbarado,
Por certo nisso inspirado, o xiru velho campeiro
Te batizou de "Carreteiro", meu velho arroz com guisado.

Não tem mistério o feitio dessa iguaria bagual,
É xarque - arroz - graxa - sal
É água pura em quantidade.
Meta fogo de verdade na panela cascurrenta.
Alho - cebola ou pimenta, isso conforme a vontade.

Não tem luxo - é tudo simples, pra fazer um carreiteiro.
Se fica algum "marinheiro" de vereda vem à tona.
Bote - se houver - manjerona, que dá um gostito melhor
Tapiando o amargo do suor que -
às vezes, vem da carona.

Pois em cima desse traste de uso tão abarbarado,
É onde se corta o guisado ligeirito - com destreza.
Prato rude - com certeza,
mas quando ferve em voz rouca
Deixa com água na boca a mais dengosa princesa.

Ah! Que saudades eu tenho
dos tempos em que tropeava
Quando de volta me apeava
num fogão rumbeando o cheiro
E por ali - tarimbeiro, cansado de bater casco,
Me esquecia do churrasco saboreando um carreteiro.

Em quanto pouso cheguei de pingo pelo cabresto,
Na falta de outro pretexto indagando algum atalho,
Mas sempre ao ver o borralho onde a panela fervia
Eu cá comigo dizia: chegou de passar trabalho.

Por isso - meu prato xucro, eu me paro acabrunhado
Ao te ver falsificado na cozinha do povoeiro
Desvirtuado por dinheiro à tradição gauchesca,
Guisado de carne fresca, não é arroz de carreteiro.

Hoje te matam à Mingua, em palácio e restaurante
Mas não há quem te suplante,
nem que o mundo se derreta,
Se és feito em panela preta, servido em prato de lata
Bombeando a lua de prata sob a quincha da carreta!

Por isso, quando eu chegar,
nalgum fogão do além-vida,
Se lá não houver comida já pedi a Deus por consolo,
Que junto ao fogão crioulo,

Quando for escurecendo, meu mate -amargo sorvendo,
A cavalo nalgum tronco, escute, ao menos, o ronco
De um "Carreteiro" fervendo.

PAJADA À MULHER

Composição: Jadir Oliveira / Paulo De Freitas Mendonça

Abro minh'alma cativa
Que amanheceu orvalhada
Querendo ser libertada
Por esta musa nativa
Deusa guardiã primitiva
Do segredo mais fecundo
Com sentimento profundo
Conforme o tema requer
Vamos pajar à mulher
Progenitora do mundo

Este princípio que fitas
Num horizonte de sonho
A ele eu me proponho
Pois há rimas infinitas
Com atitudes bonitas
Tem a mulher, com certeza,
Meiguice, amor, firmeza
E um dom de protetora
Seja santa ou pecadora
Transcende a própria beleza

Antes mesmo de ser gente
Somos dependentes dela
E quando abrimos a goela
Para este mundo vivente
É ela quem faz a frente
Para apontar o caminho
É tão grande o seu carinho
Seu seio, tão importante,
Como quem diz “segue adiante
Que eu não te deixo sozinho”

Desde a mãe, primeiro amor,
A mulher está presente
No coração inocente
Que desabrocha qual flor
Depois quando sonhador
A professora primeira,
A namorada trigueira
Que pra vida dá sentido
E quando amadurecido,
Os braços da companheira

Quantos poetas e cantores
Descreveram sua beleza
Por verem nela a leveza
Das asas dos beija-flores
Trazendo coplas de amores
Entre sorrisos e prantos
Desde o paraiso, quantos
De seu ventre já nasceram
E quantos por ela morreram
Perdidos por seus encantos?

Ela conhece os segredos
Que carregamos na alma
Sabe desvendar com calma
Todos os nossos enredos
Sabe acalentar os medos
A sua alma é tão pura
Com sua mão nos segura
A cada dia que nasce
Na expressão de sua face
Amor, carinho e ternura

Por ser um simples mortal
Não consigo descrevê-la
Pois compará-la a uma estrela
Não seria original
Seu brilho não tem igual
Resplandece eternamente
Compará-la a uma vertente
Ou ao diamante mais raro
É pouco, não a comparo
Ela é mulher simplesmente

Merece o nosso respeito
E um pedido de perdão
Por crimes da inquisição
O mais brutal preconceito
Ao negarem seu direito
Desde lá, à atualidade
Estão negando a igualdade
De uma forma desmedida
À geradora da vida
De toda a humanidade

No xucro céu dos cantores
É uma Deusa iluminada
Que santifica a pajada
Na alma dos pajadores
Traz o perfume das flores
Colhidas no paraíso
No lume do seu sorriso
Arco íris de magia
Que vem bebendo poesia
Na cacimba do improviso

sábado, 1 de outubro de 2011

ORAÇÃO AO TEMPO - COMPOSTA POR CAETANO VELOSO

És um senhor tão bonito

Quanto a cara do meu filho

Tempo tempo tempo tempo

Vou te fazer um pedido

Tempo tempo tempo tempo…

Compositor de destinos

Tambor de todos os rítmos

Tempo tempo tempo tempo

Entro num acordo contigo

Tempo tempo tempo tempo…

Por seres tão inventivo

E pareceres contínuo

Tempo tempo tempo tempo

És um dos deuses mais lindos

Tempo tempo tempo tempo…

Que sejas ainda mais vivo

No som do meu estribilho

Tempo tempo tempo tempo

Ouve bem o que te digo

Tempo tempo tempo tempo…

Peço-te o prazer legítimo

E o movimento preciso

Tempo tempo tempo tempo

Quando o tempo for propício

Tempo tempo tempo tempo…

De modo que o meu espírito

Ganhe um brilho definido

Tempo tempo tempo tempo

E eu espalhe benefícios

Tempo tempo tempo tempo…

O que usaremos prá isso

Fica guardado em sigilo

Tempo tempo tempo tempo

Apenas contigo e comigo

Tempo tempo tempo tempo…

E quando eu tiver saído

Para fora do teu círculo

Tempo tempo tempo tempo

Não serei nem terás sido

Tempo tempo tempo tempo…

Ainda assim acredito

Ser possível reunirmo-nos

Tempo tempo tempo tempo

Num outro nível de vínculo

Tempo tempo tempo tempo…

Portanto peço-te aquilo

E te ofereço elogios

Tempo tempo tempo tempo

Nas rimas do meu estilo

Tempo tempo tempo tempo…

sábado, 24 de setembro de 2011

NO HAY SECRETOS PARA EL ÉXITO.
ESTO SE ALCANZA PREPARÁNDOSE,
TRABAJANDO ARDUAMENTE Y
APRENDIENDO DEL FRACASO.

COLIN POWELL

TÚNEL DO TEMPO


Aonde ir?

Talvez por aí

Seguir o rumo sem vento

Talvez entrar no túnel do tempo

Onde os meus olhos ainda não tinham tristezas

E meu rosto sujo de poeira

Era tocado pela sombra da mangueira

Bem perto da rua e de frente para as palmeiras

Talvez entrar no túnel do tempo

Lá onde minha escola ficava, depois da bomba

Perto do antigo mosteiro

E a melhor hora era a hora do recreio

Ou a aula vaga da professora que não veio

Talvez no tempo do pique bandeira

No tempo que olhar nos olhos

E pegar na mão

Da menina tímida que sorria

Era tudo que se podia

Talvez naquela noite de chuva

Lá no canto do pensamento

Onde ficava deitado ouvindo a música de amor

No pequeno rádio de pilha que ficava

Junto ao ouvido, em cima do travesseiro

Olhando a chuva na janela

Sonhando com um amor verdadeiro

Um amor que pudesse amar sem receio

Não apenas um sentimento passageiro

Talvez caminhar pela cidade

Sentindo os pingos da chuva

Que atravessaram o tempo

E lembrar-se do rosto sujo

Dos olhos cheios de vida e sem tristeza

Dos sorrisos que ficaram na sombra da mangueira

De frente para as palmeiras

Pela vida inteira


ARNOLDO PIMENTEL

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

FORMATURA DOS ALUNOS DO PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO




A PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARÃO ATRAVÉS DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO REALIZOU NO DIA 16 DE SETEMBRO A FORMATURA DA 2º TURMA DO PROGRAMA ,27 ALUNOS RECEBERAM O CERTIFICADO DO CURSO DE ALFABETIZAÇÃO PROMOVIDO PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) E DESENVOLVIDO PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO.O PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO ESTA REALIZANDO NOVOS CADASTROS PARA OS ALUNOS INTERESSADOS ,SENDO QUE DEVEM PROCURAR A PROFESSORA ALFABETIZADORA DE SEU BAIRRO OU ENTRAR EM CONTATO COM A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE NOSSA CIDADE.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

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PEÑAROL - COMPOSIÇÃO: MAURO FERREIRA / LUIZ CARLOS BORGES

Quem é de Lavras se lembra do meu galgo Peñarol

Baio, brasino, bragado, olhos gateados de sol

Quando meu galgo arrancava com o lombo que era um anzol

Bicho que fizesse rastro saía do campo vasto

Pro dente do Peñarol

Me regalou Gim Pinheiro de lá de Tacuarembó

Era um filhote franzino, magrinho que dava dó

Quem ia dizer que aquilo fosse empurrar mocotó

Ganhar dezoito carreiras e os galgos desta fronteira

Entupir os olhos de pó

Lebrinha de pêlo fino, sorrito do pêlo grosso

Depois de ele botar o olho não tinha muito retoço

Cruzava dos outros galgos que nem dos cachorros "grosso"

Quadrava o corpo pra o lado, cortava de atravessado

E grudava atrás do pescoço

Um dia o Cássio Bonotto, proseando e tomando um trago

Me contou de um sorro baio que havia lá por Santiago

Corria mais que os cachorros, vivia fazendo estrago

De tanto comer cordeiro já nem botavam carneiro

Nas ovelhas deste pago

Eu disse pra este amigo: mês que vem vou na tua casa

Me espera com uma de vinho e um chibo em cima da brasa

O Peñarol vai na piola porque ele não perde vaza

Te garanto que o tal sorro pra escapar do meu cachorro

Só que entoque ou crie asa

Cheguei no dia marcado, tinha gente até de farda

Nunca vi tanto gaúcho, nunca vi tanta espingarda

Diziam: o sorro é bruxo cruzado com onça parda

Eu disse: deixem comigo! Quem tem medo do perigo

Que espere na retaguarda

Quando batemos no rastro vi que o bicho era escolado

Fez que ia pra coxilha e respingou rumo ao banhado

Meteu o dente num galgo, depois cruzou no costado

Com a cuscada na escolta gambeteava e dava volta

Parecia enfeitiçado

Eu dei cancha pro galgo que saiu erguendo pó

Porque no fim do banhado era um capão de timbó

Tinha que alcançar o maleva antes deste cafundó

E eu também larguei com tudo num lobuno topetudo

Que era marca da Itaó

De fato o sorro corria como pouco sorro faz

Mas peão só se governa onde não tem capataz

Em seguida meu cachorro fez ele virar pra trás

E desceram sanga abaixo, "cosa" de macho com macho

Trançando dente no más

Foi quando eu ouvi um tiro vindo de lá do sangão

Estouro de arma de chumbo de um louco sem precaução

Apeei por cima do toso pra dar fé da situação

Meu galgo tava sangrando mas continuava peleando

Baleado no coração

Agarrou o sorro "das goélas" e apertou contra o capim

Pra dar fim naquela lida antes da vida ter fim

Depois "periga" a verdade, mas juro que foi assim

Deitou por cima do sorro, gruniu pedindo socorro

E morreu olhando pra mim

Enterrei ele no campo florido de maria mol

Se foi meu galgo bragado do lombo que era um anzol

Lembro dele com tristeza quando sangra o pô-do-sol

O causo vem pra memória e a saudade conta a história

Do meu galgo Peñarol

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

QUANDO GIRA O MUNDO - FABIO JR

Tudo, tudo

Pode acontecer

Feche os olhos

Solte o seu prazer

Quando o sonho traz

A vida traz...

Tudo, tudo

Pode o amor ganhar

Passe o tempo

Passe o que passar

A noite vem

O dia vai...

Quando gira o mundo

E alguém chega ao fundo

De um ser humano

Há uma estrêla solta

Pelo céu da bôca

Se alguém diz

Te amo!

E uma esperança

Desce junto

Com a madrugada

Como o sol surgindo

Cada vez mais lindo

Pela nossa estrada...(2x)

Esqueça então

O "não" e o "talvez"

Diga: "sim"

Esta é a sua vez

É o seu amor

Que vai chegar...

Quando gira o mundo

E alguém chega ao fundo

De um ser humano

Há uma estrêla solta

Pelo céu da bôca

Se alguém diz

Te amo!

E uma esperança

Desce junto

Com a madrugada

Como o sol surgindo

Cada vez mais lindo

Pela nossa estrada..

sábado, 17 de setembro de 2011

A QUEM POSSA INTERESSAR ( NON DUCOR DUCO ) KAMAU

Essa é pra você que acorda cedo sem medo, sem receio

de reclamação de patrão, de busão cheio

sei que não é o trampo que ce sempre quis

mas ter o seu, sem pedir, já te faz feliz

então vai reclamar de quê? pra quê? pra quem?

não tem tudo que ama, mas ama tudo que tem

sabem bem o valor, o calor do suor

não esbanja mas quando pode tem do melhor

e o pior, é o olho de linguarudo

que fala como se tudo viesse de mão beijada

mas deixe estar que esses a vida ensina

segue sua rotina, já que não deve nada pra ninguém

que Deus ajude quem corre atrás

não quem fala que faz, quem faz acontecer

faz por merecer a saúde e o lazer

mó prazer em fazer esse som pra você, então

essa é pra você, que faz

por merecer, você

que corre atrás, que faz

sem se perder, você

que faz valer a intenção da canção

pra você, pra você, pra você...

Essa é pra você que escutava, prestava atenção

em casa sempre estudava, sempre entregava a lição

seu pai achava que não era mais que a obrigação

mas sua mãe tinha orgulho de ter um filho tão esperto

dia de prova todo mundo queria tá perto

pedindo cola, vagabundo dizia "tá certo"

foi assim do primário ao vestibular

com bolsa de 100% em cursinho particular

passou no curso que queria na primeira lista

mas viu que era mais difícil do que parecia

desbravou o território que desconhecia

diploma na mão e o aprendiz virou especialista

no estágio já mostrava competência

foi efetivado de cara, sem concorrência

quem te zuava e chamava de cdf

agora é seu camarada mas te chama de chefe

essa é pra você, que faz

por merecer, você

que corre atrás, que faz

sem se perder, você

que faz valer a intenção da canção

pra você, pra você, pra você...

Essa daqui é pra você, "quem, eu?", é você

que toda vez que me via, me perguntava "cadê?"

sempre queria saber "ce tá trampando no quê?"

"quando tem show pra nóis vê?" "onde é que eu compro o cd?"

é isso que me diz que eu tô no caminho

não to perdendo meu tempo, não tô falando sozinho

se alguém reage, escuta e se identifica

canta junto, decora ou até critica

faz parte, e eu te entendo perfeitamente

infelizmente são poucos igual a gente por aí

desculpa aí se eu demorei, só sei que me esforcei

e até fui exigente demais mas se valeu a pena esperar

não sei qual será, só o tempo dirá

se esse som vai ficar na mente, no coração

bem guardado, vivo, sempre, na coleção

Essa é pra você, que faz

por merecer, você

que corre atrás, que faz

sem se perder, você

  1. que faz valer a intenção da canção