Seguidores

quinta-feira, 17 de maio de 2012

ÁS MÃIS NO TUMULTO DE VOSSOS DEVERES E DE VOSSAS PENAS,CANÇADAS DAS TEMPESTADES DO MUNDO, QUANTAS VEZES, Á MÃIS! NÃO ENCONTRASTES, ARRANJANDO A GAVETA D'ALGUMA COMMODA, UM D'ESSES BRINQUEDOS QUE OUTR'ORA TANTA ALEGRIA VOS CAUSARAM? COMO NOS EXTASIÁMOS DIANTE D'UMA BONECA DE PORCELANA, QUE SATISFAÇÃO NÃO SENTIMOS NO DIA DO SEU BAPTISADO, COM QUE ORGULHO A MOSTRAVAMOS A TODOS! EU CONSERVO AINDA FECHADAS N'UMA GAVETA, ESSAS CARAS VISÕES DOS PRIMEIROS DIAS DE MINHA VIDA. ALGUMAS VEZES, QUANDO PEÇO UMA CARICIA Á SORTE, VOU REVER ESSES BELLOS E INGENUOS SONHOS, CUJAS CÔRES BRILHANTES RESISTIRAM AO TEMPO. AINDA ADORO ESSAS BONECAS SEM RUGAS QUE TANTO ENCANTARAM OS NOSSOS CORAÇÕES, QUE CHAMAVAMOS NOSSAS FILHAS, E QUE NÃO CONSERVAM O MENOR TRAÇO DE IRRITAÇÃO QUE LHES CAUSAMOS. E NÃO É SENÃO ISSO QUE LHES PEÇO PARA ACARICIAR MINHA ALMA. COM EFFEITO, SUA IMPASSIVEL INDULGENCIA, SEU BENEVOLENTE SILENCIO ME RECORDAM NOSSO OUTR'ORA COMO UMA CONVERSAÇÃO INTIMA E EM VOZ BAIXA.SÃO ESTAS CHRONICAS QUE MUITAS VEZES REPETEM VERDADES UTEIS; QUE SUSPENDEM, UMA HORA AO MENOS, O PRESENTE TÃO PENOSO; QUE NOS LEMBRAM VIVAS ALEGRIAS, E MESMO FALTAS CUJA LEMBRANÇA NÃO SÃO SEM FRUCTO PARA A RAZÃO. ESSAS INNOCENTES COMPANHEIRAS DE NOSSA INFANCIA ME AJUDARAM MUITAS VEZES A MELHOR COMPREHENDER MEUS FILHOS, E PARA MIM FICARAM SEMPRE CHEIAS DE CONSELHOS,Ó MÃIS! E SÃO ESSES CONSELHOS QUE IDES LER. DESBORDES-VALMORE CONTOS E SCENAS DA VIDA DE FAMILIA

domingo, 6 de maio de 2012

A VIDA

A ALVORADA FOI RISONHA; ERGUESTE-TE COM O DIA, EU FIZ, N'AQUELLA ALVORADA, UMA ALEGRE PROPHECIA. INDA RADIAVA FULGENTE VENUS, A SAUDOSA ESTRELLA, JÁ TU ORNAVAS AS TRANÇAS E CANTAVAS Á JANELLA. E DOS LARANJAES VISINHOS OS ROUXINOES ACORDADOS RESPONDIAM-TE COM TRINOS DA TUA VOZ NAMORADOS. DOS VIRENTES JASMINEIROS, QUE A PRIMAVERA ENFLORAVA, VINHA CHEIO DE PERFUMES O VENTO QUE TE BEIJAVA. QUEM DISSERA ENTÃO AO VÊR-TE N'ESSA RISONHA ALVORADA, QUE Á NOITE, ESTRELLA CADENTE. SERIAS INANIMADA? Escripto em um album a pedido de F.M. de souza Viterbo em 1870. JULIO DINIZ