domingo, 27 de abril de 2014


LEITURA








A criação de um texto consiste em uma forma de cativar, conquistar aliados às ideias de quem o escreve, para tanto, o escritor usufrui livremente do signo linguístico, que com sua variedade e variações chega perfeitamente ao mais íntimo do leitor, tudo em função da imagem acústica produzida em sua imaginação. A leitura nos leva a lugares inimagináveis e nos faz sentir o insensível. Mesmo sendo uma imitação do que é real as palavras nos permitem navegar de uma forma que é restrita a nosso corpo. O prazer de ler está em conhecer uma verdade que antes não sabíamos existir, sendo um fato, ou mesmo sendo uma fábula, nosso coração se alegra em ver o novo. Quando somos crianças, sentimos o mundo como uma caixa de surpresas, e a cada descoberta nos sentimos alegres, pois o conhecer nos proporciona tal sentimento.
A cada livro lido crescemos  como pessoas, e nos sentimos mais confiantes, mais determinados, mais apaixonados. Há textos que não nos trazem tanto prazer, que são os textos informativos, porém pensando que eles nos diminuem, nos enganamos profundamente, pois tais textos fazem com que nos sintamos incapazes de suportar a realidade, nos tornando mais conscientes e consequentemente mais humanos. De qualquer forma que o texto chegar ele nos trará algo bom consigo. Portanto ler é aventurar-se pelos caminhos da imaginação, e satisfazer-se com a sensatez do conhecimento.

RAFAEL DELOGO

terça-feira, 15 de abril de 2014

Lua do Vinho




A memória do crepúsculo
estende o pano de fundo
estabelece o vínculo
das profecias do mundo.
É um tempo de mudanças
deita folhas, cria histórias...
E o melhor dessa herança
é a própria trajetória.
Tira da boca amargura
coloca o sabor frutado
tem a cor e a brandura
de um vinho bom,perfumado.
Prepara o corpo e a alma
para a nova realidade.
O vinho enlaça os destinos,
Honra a ancestralidade.
Gladis Deble
Bagé / RS

sábado, 12 de abril de 2014

ANA LUIZA CONCEIÇÃO



-E...se tiver um muro?
Vou pintar o mar e ver além,
atracarei o meu barco, bem ali
no ancoradouro de concreto.
- E... se o vento o levar?
O verei navegar sob o céu,
livre, rumo aos oceanos
e me transformarei toda manhã
em uma gaivota, até tomar o café.
E depois?
Eu derrubarei o muro,
terei aprendido a sonhar!
(Coisas de Ana)