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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

"Borboletas da Oficina Reconstruindo"




Em cada envelope esta um livro infantil, destinado aos leitores de nossa cidade, encontre por ai, em seu caminho e entregue em mãos a uma criança, fazendo assim parte dessa iniciativa e contribuindo com o plantio de quem acredita que boas ações surge em qualquer lugar e momento!
SILVIA HELENA CALCAGNO
IDEALIZADORA DO PROJETO OFICINA RECONSTRUINDO


Estamos chegando ao fim do ano e num momento de mais incentivo ao consumo, mas entendo que é preciso sobreviver num sistema que persiste em ser caro, não custa pouco nosso dia a dia, sabemos como chefes de família que a batalha é diária na corrida ao básico, mas é preciso olhar em volta para não nos tornarmos sistematizados pela rotina da busca e pelo ganha pão.Que nesse ano que termina possamos adiantar os pensamentos bons e a fé que nos rege, pois acho difícil que pessoas sem crenças consigam permanecer intactos por tantas provações, entendo que a prova dos dez da vida é sim dentro de nossa casa, com quem vivemos, compartilhamos o dia e a noite, Que sejamos perseverantes na luta para se viver bem e melhor, que os sonhos sejam do tamanho do "possível", pois a felicidade maior é o tempo que temos no "agora".



SILVIA HELENA CALCAGNO

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ATOS DE POESIA


Desfaça em mim o gosto que eu não gosto
Me ajude a acreditar no que eu aposto
Habite onde cresce o meu vazio
Me aponte o limiar que eu distancio
Definhe o que me dói e eu não ligo
Me ensine a escapar do meu perigo
Acenda nos meus olhos o que eu cego
Conduza às minhas mãos o que eu renego
Devolva o que eu mais creio e não edifico
Me ensine o que eu mais sei e não pratico
Arraste até o abismo os meus tormentos
Retire lá de dentro os meus alentos
Sublinhe a compreensão nos meus escritos
Ressoe a suavidade nos meus ditos
Preencha o meu viver de compaixão
Me livre de matar minha redenção
Desarme as armadilhas que eu mantenho
Preserve o bem querer que eu ainda tenho
Não deixe que eu esqueça o que lhe peço
Me aceite como eu sou e me confesso

(Yrto Mourão/Atos de Poesia)

domingo, 9 de novembro de 2014

BALANÇO NA VIDA

Será que somos da antiga
Uns alucinados visionários
Uns impetuosos estressados
Uns aloprados desmiolados
Uns dos que sabem aonde ir?
Será que somos...
Não dos mais lembrados
Não dos mais queridos
Um pouco mudos calados
Uns falantes acotovelados?
Será que somos...
Apenas um puro engano
Donos de capciosas pinóias
Donos de opressivas levezas
Seres feitos só de durezas?
Será que somos...
Um pouco inspirados
Um pouco agressivos
Um pouco sozinhos
Um pouco ciganos?
Será que somos...
Um pouco vespertinos
Um pouco notívagos
Um pouco acanhados
Só um pouco desleixados?
Será que somos...
Apenas muito vagos
Apenas uns puristas
Não muito criticos
Nem um pouco pacificos?
Será que somos...
Apenas uns adultos precoces
Umas crianças enrustidas
Só uns jovens assustados
Ou um pouco de tudo isso?
Será que possuímos...
Só sonhos que impossíveis
Pouca garra para consegui-los
Só uns planos impraticáveis
Ou só pesadelos plausíveis?
Será que somos..
Alguém em busca de si
Alguém perdido e só
Alguém cheio de brios
Alguém em tom febril?
Será que temos...
Uma carência adormecida
Uma decepção escondida
Uma felicidade incontida
Uma alegria entristecida?
Será que somos...
Talvez só uns insensatos
Uns por demais confusos
Uns ignóbeis intratáveis
Quem sabe só uns desolados?
Será...
Talvez só uns inconstantes
Talvez só uns fios cortantes
Talvez só uns tinos errantes
Quem sabe só uns pedantes?
Será que somos...
Realistas ou puristas pensantes
Ou daqueles que nunca pensam
Ou só dos que só fogem da cena
Os dos que estão sempre presentes?
Somos dos que...
Uns que só com ferro ferem
Uns do que com palavra atraem
Uns do que com gestos isolam
Uns que só com os olhos aliviam?
Será que somos...
Dos que escutam e não ouvem
Dos que falam o que não sentem
Dos que só calam e consentem
Dos que sempre dizem e não mentem?
Será que somos...
Seres ditos realizados
Seres batidos e lesados
Seres sábios, mas amorfos
Seres só em desconfortos?
Será que estamos mais para...
Só grandes amigos infantes
Só muitos cavaleiros andantes
Uma fila de moinhos paralisantes
Um bando de duques reinantes?
Será que queremos mais...
A paz que acalenta
A dor que arrebenta
A cura que apazigua
A verdade que alimenta?
Será que somos...
Grandes amigos do peito
Só umas pessoas sem jeito
Só mais uns com os outros
Ou dos que fazem a diferença?
Para onde estaremos indo...
Para um deserto de aflição
Para um campo só florido
Para um campo minado
Para um paraíso esperado?
O que queremos...
Uma paz que aqui jaz
Uma calma somente
Um amor não carente
Um amigo presente?
O que diremos nós..
Tenha calma e avante
Vá e arrume o presente
Nunca largue do manche
Nunca desvie do horizonte?
Seremos resultado...
Só do melhor que cruzamos
Só dos males que lembramos
Só dos bens que conquistamos
Ou por tudo isto agradeçamos?

Roselis von Sass 

sábado, 8 de novembro de 2014

AREIA BRANCA, A INFÂNCIA


A cidade adormecida
no coração do poeta,
entre pregões matinais,
subitamente desperta.
Por trás da Serra Vermelha,
nasce a manhã, nas levadas,
na solidão das salinas,
nas águas envenenadas.
Maçaricos alçam vôo,
nas várzeas de pirrixiu.
Pescadores solitários
Pescam o silêncio do rio.
Num bosque de mata-pasto,
Atrás de Amaro Besouro,
Desabrocha o fumo-bom,
Em finos cálices de ouro.
Calafates calafetam
velhos barcos irreais.
Moinhos movem os ventos
nas tardes do nunca mais.
O sol se pondo na barra,
entre mangues e canoas,
põe rebrilhos de vidrilhos
nas marolas das gamboas.
A noite cai. Cães vadios
ladram na rua, à distância.
Deslizam sombras esquivas
nas esquinas da lembrança.
Todos os que se mudaram
para o outro lado da vida
e dormem, no cemitério
da cidade adormecida.
Vêm a mim, me cumprimentam,
me comovo ao recebê-los.
Baila uma fina poeira,
em torno de seus cabelos.
Converso com Pum-na-Guerra,
Fumo-bom e Baranhaca.
Abraço Maria-mole,
Ciço Cabelo-de-vaca.
Passo no Canal do Mangue,
vou à Fuzarca, à Favela.
Na Rua da Frente há moças
Debruçadas nas janelas.
D. Adelina me argüi
na tabuada, o ABC.
Começa tudo de novo,
pela estrada do aprender.
Ouço as valsas da Água-doce,
nas tardes de antigamente.
Entre bois e pastoris,
sou menino novamente.
As ruas se embandeiraram,
há lanternas pelas portas,
São João acorda, entre o riso
de pessoas que estão mortas.
Os pés do poeta vão
nessas ruas do sem-fim.
O tempo não conta mais,
partiu-se, dentro de mim.
Nesse burgo de lembranças,
guardado pela memória,
minha vida se inicia,
recomeça minha história.
                                Deífilo Gurgel
Do livro: "A Poesia Norte-Rio-Grandense no Século XX"  - FUNCART/Imago, org. Assis Brasil, 1998, RJ.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SUN DRIX e as abstrações: O poder das palavras

SUN DRIX e as abstrações: O poder das palavras: Palavras não são apenas palavras. Elas têm disposições de ânimo, climas próprios. Quando uma palavra se aloja dentro de você, ela traz um ...

sábado, 5 de julho de 2014

Minha homenagem ao Prof;Dr Claudio Moraes e seus alunos - Furg


PERFUMES E AMOR





Na Primeira Folha dum Álbum

A flor mimosa que abrilhanta o prado
Ao sol nascente vai pedir fulgor;
E o sol, abrindo da açucena as folhas,
Dá-lhe perfumes – e não nega amor.
Eu que não tenho, como o sol, seus raios,
Embora sinta nesta fronte ardor,
Sempre quisera ao encetar teu álbum
Dar-lhe perfumes – desejar-lhe amor.
Meu Deus! nas folhas deste livro puro
Não manche o pranto da inocência o alvor,
Mas cada canto que cair dos lábios
Traga perfumes – e murmure amor.
Aqui se junte, qual num ramo santo,
Do nardo o aroma e da camélia a cor,
E possa a virgem, percorrendo as folhas,
Sorver perfumes – respirar amor.
Encontre a bela, caprichosa sempre,
Nos ternos hinos d'infantil frescor
Entrelaçados na grinalda amiga
Doces perfumes – e celeste amor.
Talvez que diga, recordando tarde
O doce anelo do feliz cantor:
– «Meu Deus! nas folhas do meu livro d'alma
Sobram perfumes – e não falta amor!»
abstndCasimiro de Abreu, Junho, 1858



quinta-feira, 26 de junho de 2014



Dez mandamentos do chimarrão

Fonte
Livro "Almanaque Tchê", mandamentos criados por Pércio de Moraes Branco. Enviados por gentileza de Sandro Timm.
Cada vez mais gente vem tomando chimarrão no Rio Grande do Sul. A onda de valorização da música e do tradicionalismo do Rio Grande, iniciada com a criação da Califórnia da Canção Nativa, multiplicou-se através de mais de quarenta festivais do gênero e levou a gauchada a descobrir (ou redescobrir) o chimarrão, a bombacha, a alpargata e outras coisas da terra.

Se tu és dos que estão descobrindo agora o chimarrão, seja pelo motivo apontado, seja por se tratar de turista de passagem ou ainda por qualquer outro motivo, saibas que, ao lado da simplicidade desse costume e da informalidade que caracteriza a roda de chimarrão, existem certas regras, mandamentos, mesmo, que devem ser respeitados por todos. Vejamos, pois, aquelas coisas que ninguém tem o direito de fazer, sob pena de ver os tauras daqui empunhar lanças pela enésima vez na história e, talvez, antecipar o "dia seguinte".



  1. NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE - O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar neste pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se pôr na água ervas exóticas, cana, frutas, cocaína, feldspato, dólar etc, mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais não hesites: pede uma Coca-Cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.
  2. NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO - Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão. Repito: pede uma Coca-Cola com canudinho. O canudo é puro como água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não no canudo).
  3. NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS - Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume e não te fresqueis. Se, porém, te julgas perfeitamente igual às demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vais adorar o chimarrão de lá.
  4. NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE - Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Com o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante. Já o chimarrão, não. Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento seguinte.
  5. NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE - Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para Coca-Cola com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado.
  6. NÃO MEXAS NA BOMBA - A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.
  7. NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO - Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado.
  8. NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO - Tomar mate sólito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando, recordando... E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. Aí o fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participação não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar teu mate, que a moçada tá esperando.
  9. NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE - Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.
  10. NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA - Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pegas na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o câncer. Se não der para esquecer, faze o seguinte: pede uma Coca-Cola com canudinho, que ela... etc, etc.

terça-feira, 24 de junho de 2014

João Cabral de Melo Neto



Tecendo a Manhã


 
1

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

2

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(A Educação pela Pedra)

quarta-feira, 4 de junho de 2014





Nossa terra é de vates de bravura,
Onde a sede maior é a do saber;
Apesar de o talento florescer
O governo diz “não” para a cultura.
Mesmo assim aqui temos a mais pura
Poesia que pode um trovador.
Somos todos poetas, sim senhor!
E afirmo a quem se sensibiliza:
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.

Prá galgar outras terras nós não temos
Aparatos sutis tecnológicos,
Armas fúteis, foguetes antilógicos
E da bomba de nêutron nem sabemos.
Só da simplicidade nos valemos,
Nosso exército é de “improvisador”.
Se chamado pra guerra um dia eu for
Pego o pinho e nem troco de camisa.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.
.
Nós não somos celeiro de inventores
Que só criam o que fere e extermina,
Não trazemos uma ave de rapina
Como escudo, endeusando malfeitores.
Nossos ídolos são todos trovadores,
Nosso lema ‘inda é paz e amor,
Nossa ave de símbolo: beija-flor
Que nos campos floridos se eterniza.
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.

Quem despreza o talento nordestino
Desconhece, portanto, a sua saga.
Quem não lembra da música de Gonzaga?
Quem esquece o poeta Marcolino?
Quem não vê o que faz Zé Laurentino
Desconhece da lira o seu primor.
Leonardo Da Vinci foi pintor
Mas no verso eu supero a "Mona Lisa".
“PRO NORDESTE IR AO MUNDO SÓ PRECISA
DO REPENTE, A VIOLA E UM CANTADOR”.

Alfrânio Gomes de Brito
Campina Grande – PB, 06 de outubro de 2009.
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CAMPESINA Letra: Hélio Ramirez Música: Régis Bardini






Alma, mãos, a terra
Brasil, América Latina
Mulher campesina
Colhendo os frutos...
Mulher campesina
Bendito teus frutos...
São Marias, Jaciras e Lias
Carmens, Sandras, Veras e Bias
São as mães do Cerrado;
Deusas do Pantanal
Rudeza bela da Caatinga
Defensoras da Amazônia
Lutando por meu Pampa. Amor...
Almas e mãos... Os frutos da terra.
Colher o trigo, colher o mel.
Quebrando coco
Sendo pai e mãe
Fazendo empate... Colhendo algodão...
Voa
Voa andorinha
Por este céu de anil
Vai levando os sonhos
As dores e conquistas
De ti mulher campesina.
“Mulher campesina, quero junto, contigo lutar
Ombro a ombro
Para um mundo melhor ser possível”



quinta-feira, 8 de maio de 2014

POEMA ESMERALDA










Uma flor solitária buscava o brilho da lua todos os dias para fechar os olhos, porque não conseguia dormir sem que o brilho da lua refletisse em seus olhos, através do rio, o qual com suas lágrimas tornava esse rio cada vez mais transparente, certa noite o azul do rio tornou-se como o nome daquela flor esmeralda, que se sentia tão frágil, que todas as noites buscava amparo no leito do rio, então esmeralda ficava com o olhar fixo no brilho da lua através da água do rio, ate que diminuísse a intensidade em seus olhos, em uma noite esmeralda estava olhando a lua através do rio, quando a lua refletiu pela primeira vez em sua mão,formando um anel, que com a junção do brilho da lua e o verde da arvore que estava perto do rio, refletiram na água e formaram a cor de uma pedra preciosa, que era seu nome, então esmeralda uniu as mãos, porque queria provar mais daquele brilho, e por um segundo beijou sua mão, e ficou a pensar se seria certo amar o brilho da lua, que estava tão longe e impossível de tocar,porque a lua nem percebia a existência de esmeralda,e vivia rodeada de estrelas que provavam seu brilho de perto,então esmeralda não sabia se voltaria mais ao rio,porque a lua tinha as estrelas e era uma poesia visual, que esmeralda sonhava com melancolia e paixão,mais só tinha o leito daquele rio, e um brilho que ela sonhava em sofrer de uma jura de amor secreta, que a aquecesse com seu calor evaporando sua neblina com serenidade,como as águas daquele rio que se tornaria em oceano o qual esmeralda tinha vontade de mergulhar infinitamente e depois de tudo isso ser feliz.






segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais uma iniciativa!











Meus amigos, Oficina Reconstruindo convida vocês para fazerem parte da mais nova iniciativa do projeto de incentivo á leitura. Participem do "ESCAMBO DA OFICINA RECONSTRUINDO" e faça sua melhor oferta, livro por livro(s).O escambo ofertará um livro por semana, onde todos os interessados em fazer a troca direta participaram divulgando por esta página sua proposta, todas as ofertas serão avaliadas por mim, SILVIA HELENA CALCAGNO, idealizadora do projeto de leitura.
As pessoas que residirem em outros locais poderão receber através de sedex, desde que o projeto receba antes o material de troca, ficando sob a minha responsabilidade o êxito dessa ação.
Durante a semana será publicado fotos dos livros em lance e todas as informações sobre o mesmo.
Mais informações pelo contato; (053) 84044636

Que tenhamos uma ótima troca!
Fiquem atentos.




domingo, 27 de abril de 2014


LEITURA








A criação de um texto consiste em uma forma de cativar, conquistar aliados às ideias de quem o escreve, para tanto, o escritor usufrui livremente do signo linguístico, que com sua variedade e variações chega perfeitamente ao mais íntimo do leitor, tudo em função da imagem acústica produzida em sua imaginação. A leitura nos leva a lugares inimagináveis e nos faz sentir o insensível. Mesmo sendo uma imitação do que é real as palavras nos permitem navegar de uma forma que é restrita a nosso corpo. O prazer de ler está em conhecer uma verdade que antes não sabíamos existir, sendo um fato, ou mesmo sendo uma fábula, nosso coração se alegra em ver o novo. Quando somos crianças, sentimos o mundo como uma caixa de surpresas, e a cada descoberta nos sentimos alegres, pois o conhecer nos proporciona tal sentimento.
A cada livro lido crescemos  como pessoas, e nos sentimos mais confiantes, mais determinados, mais apaixonados. Há textos que não nos trazem tanto prazer, que são os textos informativos, porém pensando que eles nos diminuem, nos enganamos profundamente, pois tais textos fazem com que nos sintamos incapazes de suportar a realidade, nos tornando mais conscientes e consequentemente mais humanos. De qualquer forma que o texto chegar ele nos trará algo bom consigo. Portanto ler é aventurar-se pelos caminhos da imaginação, e satisfazer-se com a sensatez do conhecimento.

RAFAEL DELOGO

terça-feira, 15 de abril de 2014

Lua do Vinho




A memória do crepúsculo
estende o pano de fundo
estabelece o vínculo
das profecias do mundo.
É um tempo de mudanças
deita folhas, cria histórias...
E o melhor dessa herança
é a própria trajetória.
Tira da boca amargura
coloca o sabor frutado
tem a cor e a brandura
de um vinho bom,perfumado.
Prepara o corpo e a alma
para a nova realidade.
O vinho enlaça os destinos,
Honra a ancestralidade.
Gladis Deble
Bagé / RS

sábado, 12 de abril de 2014

ANA LUIZA CONCEIÇÃO



-E...se tiver um muro?
Vou pintar o mar e ver além,
atracarei o meu barco, bem ali
no ancoradouro de concreto.
- E... se o vento o levar?
O verei navegar sob o céu,
livre, rumo aos oceanos
e me transformarei toda manhã
em uma gaivota, até tomar o café.
E depois?
Eu derrubarei o muro,
terei aprendido a sonhar!
(Coisas de Ana)














terça-feira, 25 de março de 2014

UM OUTRO OUTONO



Outono diante da imensidão do tempo cíclico que ao se despedir deixa sempre aberta a espera de  um retorno. Dos dias que gradualmente escurecem mais cedo pro despertar brumoso na manhã seguinte.  E nos meados da estação, eis que o quente se torna ameno e, como que de repente, frio! Meia-estação das latitudes acima ou abaixo dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. E da minha infância das esquinas ventosas nos finais de tarde ao retornar para casa. Outono das primeiras semanas do ano letivo (também por isso persistente na lembrança) e do ano civil interrompendo os dias feriados do verão suspenso no fluxo do calendário que se supõe ativo. São as árvores que se despojam pouco a pouco de suas folhas enquanto nós nos certificamos se estamos de fato devidamente agasalhados pro tempo que faz lá fora. E qual tempo muda dentro da gente quando surge o outono? Outro outono, outros riscos, outras possibilidades… Metáfora em tom menor e tradicionalmente oposta ao apogeu anunciado da primavera aérea e multiflorida – como se no outono decerto não houvesse as multicores terrosas a nos fazer mirar pro chão sobre o qual equilibramos as plantas de nossos pés! Pés e folhas, chão e frente fria. Outonos passados como se eles se estendessem ao longo do ano todo. Pensando bem, talvez o outono seja a estação mais entranhada no modo como sinto a sazonalidade do tempo. Até porque o outono gaúcho acolhe todas as estações sem muita cerimônia. Não precisarei citar os veranicos de maio e as ventanias súbitas que bem poderiam ocorrer em meses outros além daquele que calhou de ser justamente o presente sob a marca múltipla do outono. Vejam bem: até poderia ser um outro mês, uma outra estação, um outro outono. A alteridade possível, no entanto, não me deixa desviar do fato irrecusável de que é sempre agora.  Um novo outono colocado defronte do espelho de todos aqueles outros outonos passados. Outro outono com gosto de novidade, criação, aventura e sorte. Sabedor já calejado das surpresas da morte e dos labirintos turvos do azar. Atento ao único tempo existente, o presente. Outono da folha seca de plátano  guardada no meu caderno escolar de folhas amarelecidas. Contudo, não são só os olhos de hoje lançados ao retrovisor. É também o convite da caminhada irrestrita com os pés descalços sobre o chão coberto de folhas. Pés, folhas. Chão e vida. Um outro outono chegou. Logo ali, mais outro se anuncia.


                                                                                   
ANTÔNIO AUGUSTO BUENO

terça-feira, 18 de março de 2014

Poema Anjos de uma asa só









Um lenda,um acalento. . . 

Não sei se é verdade. . . e não me importo com isso. 

Não precisa ser. . . . 
Foi há muito tempo atrás. . . depois do mundo ser criado e da vida completá-lo. 
Num dia, numa tarde de céu azul e calor ameno. Um encontro entre Deus e um 
de seus incontáveis anjos. Acredita? 
Deus estava sentado, calado. Sob a sombra de um pé de jabuticaba. Lentamente 
sem pecado, Deus erguia suas mãos então colhia uma ou outra fruta. Saboreava 
sua criação negra e adocicada.Fechava os olhos e pensava. Permitia-se um 
sorriso piedoso.Mantinha seu olhar complacente. Foi então que das nuvens um 
de seus muitos arcanjos desceu e veio em sua direção. 
Já ouviu a voz de um anjo? 
É como o canto de mil baleias. 
É como o pranto de todas as crianças do mundo. 
É como o sussurro da brisa. 
Ele tinha asas lindas. . . brancas, imaculadas. Ajoelhou-se aos pés de Deus e 
falou: 
? Senhor. . . visitei sua criação como pediu. Fui a todos os cantos. 

Estive no sul, no norte. No leste e oeste. 

Vi e fiz parte de todas as coisas. 

Observei cada uma de suas crianças humanas. 

E por ter visto, vim até o Senhor. . . para tentar entender. 

Por que? Por que cada uma das pessoas sobre a terra tem apenas uma asa? 

Nós anjos temos duas. . . 

podemos ir até o amor que o Senhor representa sempre que desejarmos. 

Podemos voar para a liberdade sempre que quisermos. 
Mas os humanos com sua única asa não podem voar. 

Não podem voar com apenas uma asa. . . " 
Deus na brandura dos gestos, respondeu pacientemente ao seu anjo. 
-Sim. . . eu sei disso. Sei que fiz os humanos com apenas uma asa. . . " 
Intrigado, com a consciência absoluta de seu Senhor 
o anjo queria entender e perguntou: 
Mas por que o Senhor deu aos homens apenas uma asa quando são necessárias 
duas asas para se poder voar. . . . para se poder ser livre?" 
Conhecedor que era de todas as respostas, Deus não teve pressa para falar. 
Comeu outra jabuticaba, obscura e suave. 
Então, respondeu: 
Eles podem voar sim meu anjo. Dei aos humanos apenas uma asa para que 
eles pudessem voar mais e melhor que Eu ou vocês, meus arcanjos. . . . 
Para voar, meu amigo, você precisa de suas duas asas. . . 

Embora livre, sempre estará sozinho. 

Talvez da mesma maneira que Eu. . . . 
Mas os humanos. . . . 
os humanos com sua única asa precisarão sempre dar as 
mãos para alguém a fim de terem suas duas asas 

Cada um deles tem na verdade um par de asas. . . . 
uma outra asa em algum lugar do mundo que completa o par. 
Assim eles aprenderão a se respeitarem pois ao quebrar a única asa de outra 
pessoa, podem estar acabando com as suas próprias chances de voar. 
Assim meu anjo, eles aprenderão a amar verdadeiramente outra pessoa. 
. . . aprenderão que somente se permitindo amar, eles poderão voar. 

Tocando a mão de outra pessoa em um abraço correto e afetuoso 
eles poderão encontrar a asa que lhes falta.. 
e poderão finalmente voar. 
Somente através do amor irão chegar até onde estou. . . 
assim como você meu anjo. 
E eles nunca. . . . nunca estarão sozinhos quando forem voar." 
Deus silenciou em seu sorriso. 
O anjo compreendeu o que não precisava ser dito. 

Espero que todos que passem por aqui já amem alguém 
para que possam voar bem alto! 



(autor desconhecido)