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Mostrando postagens de Março, 2014

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UM OUTRO OUTONO

Outono diante da imensidão do tempo cíclico que ao se despedir deixa sempre aberta a espera de  um retorno. Dos dias que gradualmente escurecem mais cedo pro despertar brumoso na manhã seguinte.  E nos meados da estação, eis que o quente se torna ameno e, como que de repente, frio! Meia-estação das latitudes acima ou abaixo dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. E da minha infância das esquinas ventosas nos finais de tarde ao retornar para casa. Outono das primeiras semanas do ano letivo (também por isso persistente na lembrança) e do ano civil interrompendo os dias feriados do verão suspenso no fluxo do calendário que se supõe ativo. São as árvores que se despojam pouco a pouco de suas folhas enquanto nós nos certificamos se estamos de fato devidamente agasalhados pro tempo que faz lá fora. E qual tempo muda dentro da gente quando surge o outono? Outro outono, outros riscos, outras possibilidades… Metáfora em tom menor e tradicionalmente oposta ao apogeu anunciado da primavera aérea …

posso, quero ...continuo!

SILVIA HELENA CALCAGNO

Poema Anjos de uma asa só

Um lenda,um acalento. . . 

Não sei se é verdade. . . e não me importo com isso. 

Não precisa ser. . . . 
Foi há muito tempo atrás. . . depois do mundo ser criado e da vida completá-lo. 
Num dia, numa tarde de céu azul e calor ameno. Um encontro entre Deus e um 
de seus incontáveis anjos. Acredita? 
Deus estava sentado, calado. Sob a sombra de um pé de jabuticaba. Lentamente 
sem pecado, Deus erguia suas mãos então colhia uma ou outra fruta. Saboreava 
sua criação negra e adocicada.Fechava os olhos e pensava. Permitia-se um 
sorriso piedoso.Mantinha seu olhar complacente. Foi então que das nuvens um 
de seus muitos arcanjos desceu e veio em sua direção. 
Já ouviu a voz de um anjo? 
É como o canto de mil baleias. 
É como o pranto de todas as crianças do mundo. 
É como o sussurro da brisa. 
Ele tinha asas lindas. . . brancas, imaculadas. Ajoelhou-se aos pés de Deus e 
falou: 
? Senhor. . . visitei sua criação como pediu. Fui a todos os cantos. 

Estive no sul, no norte. No leste e oeste. 

Vi e fiz parte de …

...UM PONTO DE LEITURA QUE VAI ATÉ VOCÊ!

EMAIL: SILVIAHELENA.CALCAGNO@HOTMAIL.COM

(53) 984153820

"Alguns querem um texto (uma arte, uma pintura) sem sombra, cortada da "ideologia dominante"; mas é querer um texto sem fecundidade, sem produtividade, um texto estéril (vejam o mito da Mulher sem Sombra). O texto tem necessidade de sua sombra: essa sombra é um pouco de ideologia, um pouco de representação, um pouco de sujeito: fantasmas, bolsos, rastos, nuvens necessárias; a subversão deve produzir seu próprio claro-escuro." (Roland Barthes, em O Prazer do Texto.

Hoje é o dia do bibliotecário, que este dia seja para refletirmos o quanto esse profissional tem haver com a modernidade, evolução e conscientização, é um profissional assim, comprometido com questões sociais e integrado a todo e qualquer grupo, ele pode andar com seus livros, pode doar seu sorriso e abraçar fortemente depois de uma longa e bela história. que este campo germine e que faça a leitura ser correspondida como um grande amor,e que todos os lugares sejam próximos. Parabéns a todos os bibliotecários. Homenagem da Oficina Reconstruindo. SILVIA HELENA CALCAGNO

Não vista as lentes da cegueira, não perca tempo colorindo o mundo, mas doe lápis de cor a quem precisa. Murillo Leal

UM BRASIL BEM BRASILEIRO!

PINTANDO A SUA ALEGRIA (para a artista Marina Sampaio – minha mãe)

Sempre respirou arte, 
As letras, não aprendeu.
Desde cedo, no entanto, em meio a sua labuta,
Não faltou-lhe entusiasmo, nem espaço para sonhar.

A pobre menina descalça, subia morro, descia morro,
E de tanto olhar as flores, sentiu vontade de criar.
Com vários papéis crepon, uma tesoura afiada,
Vela derretida e linha de tecer,
Sua arte transportada bem de dentro do seu ser,
Resplandece em suas mãos,
E em poucos minutos, um arranjo de flores pode se ver.

O tempo passou depressa e veio a adolescência,
Casou-se ainda novinha. Gerou 3 meninos e 3 menininhas.
A arte sempre presente, a poesia latente,
ninava suas crianças,
Cantando, entoando e dançando, sucessos da sua mente.

Fez crochet,
costurou,
cantou,
mas não pôde ser famosa,

Seu pai não a permitira, seu marido, nem pensar.
Teve um tempo que tentara, poemas e versos formar
Mas não sabia das letras, não teve como anotar.

Os filhos foram crescendo, todos cheios de talentos,
Quase todos replicaram o dom da arte de bem,
Depois dos filhos criados, seu amor, Deus o …

MARTHA MEDEIROS

“Eu, por exemplo, gosto do cheiro dos livros. Gosto de interromper a leitura num trecho especialmente bonito e encostá-lo contra o peito, fechado, enquanto penso no que foi lido. Depois reabro e continuo a viagem. (…) Gosto do barulho das paginas sendo folheadas. Gosto das marcas de velhice que o livro vai ganhando: (…) a lombada descascando, o volume ficando meio ondulado com o manuseio. Tem gente que diz que uma casa sem cortinas é uma casa nua. Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.” Martha Medeiros

Mulher Gaúcha Antonio Augusto Fagundes gentileza de Paulo Roberto Vargas

Os velhos clarins de guerra
desempoeirando as gargantas
quero-querearam no pago.
E o patrão coronelado,
reuniu em torno parentes,
posteiros, peões e agregados.
Chegara um próprio do povo
trazendo urgente recado
que se ia pelear de novo
e o coronel, satisfeito,
dizia, fazendo graça:
"vamos ver, moçada guapa,
quem honra a estirpe farrapa
e atropela numa carga
por um trago de cachaça...Os velhos clarins de guerra
desempoeirando as gargantas


Um filho saiu tenente,
o mais velho - capitão,
um tio ficou de major.
(o pobre que passa o pior,
a oficial não chega, não:
o capataz foi sargento,
um sota ficou de cabo
e a peonada, e os posteiros,
ficaram soldados rasos
pra pelear de pé no chão...)

Carneou-se um munício farto
- vindo de estâncias vizinhas -
houve rações de farinha,
queijo, salame e bolacha,
se santinguando em cachaça
a sede dos borrachões.

E a não ser saudade e mágoa
nada ficou pra trás
a garganta dos peçuelos
misturava pesadelos
sanguessugando, voraz,
cartuchos e caramelos,
o talabarte e o pala,
bolacha e pente de b…

sábado , 8 de março Dia Internacional da Mulher 2014

PROJETO DE LEITURA

Reconstruindoé um espaço que vem para incentivar a leitura e pesquisa, realiza atividade de troca de livros de literatura sem fins lucrativos, de minha iniciativa, essa palavra talvez nos transmita mudanças, transformações tudo isso necessário para percorrer o caminho do sucesso seja de alguma área ou momento da vida que vivemos. Escolar ou não reconstruir é preciso quando se ama ou se tem algum propósito. Sejamos perseverantes na conquista de algo o que importa é que aconteça no caminho do bem. Somos responsáveis por nós mesmos e pelo sentido que damos a nossa vida. Reconstruindo existe para contribuir no sucesso e na construção de um novo caminho. Seja Feliz e participe deste espaço e se possível contribua na doação de livros de literatura, o projeto precisa de sua atitude.




Silviahelena.calcagno@hotmail.com

MENINA OU MENINO-QUEM ESTÁ FALANDO, AUTOR MARCO MEDRONHA

OFICINA RECONSTRUINDO RECEBEU MARCO MEDRONHA, JORNALISTA, PROFESSOR E MESTRE EM LETRAS. O ENCONTRO TEVE FINALIDADE DE APRESENTAR E DOAR EXEMPLARES DO LIVRO: MENINA OU MENINO - QUEM ESTÁ FALANDO?
UMA OBRA ESCRITA POR MARCO QUE PROPÕE DISCUSSÕES SOBRE IDENTIDADES DE GÊNERO, "PRÉ - CONCEITOS" ENRAIZADOS NO ENSINO E NOS MEIOS SOCIAIS.
O AUTOR TEM A INTENSÃO QUE O LIVRO SEJA UMA FERRAMENTA IMPORTANTE PARA UMA LEITURA REFLEXIVA E CONSTRUTIVA, COLABORANDO COM OS EDUCADORES A LIDAREM COM QUESTÕES APRESENTADAS NESTA OBRA.
A OFICINA AGRADECE PELA CREDIBILIDADE E OPORTUNIDADE DE MAIS UMA INICIATIVA COLABORATIVA EM PROL DE NOSSOS EDUCADORES.

SILVIA HELENA CALCAGNO
IDEALIZADORA DO PROJETO OFICINA RECONSTRUINDO


ENCONTRO DA OFICINA RECONSTRUINDO COM A TURMA DE BIBLIOTECONOMIA DO PROF, DR.CLAUDIO RENATO - FURG 27/11/2013

Com o intuito de reunir a Oficina Reconstruindo com a turma de biblioteconomia, na tarde do dia 27 de novembro o projeto de leitura recebeu em sua sede o Professor Dr.Claudio Renato Moraes da Silva da FURG.
 Na ocasião, muitas questões, e idéias foram refletidas sempre com foco na leitura e possibilidades de desenvolvimento em projetos com práticas positivas e criativas nessa área.
Nesse momento também estiveram presentes Maria Gabriela Segóvia e Julhana  Seabra, que juntas somaram com suas experiências profissionais.
No encontro todos relataram experiências vividas em vários ambientes, e mostraram-se contentes por fazerem o que gostam, no final do dia momentos para deixar saudade onde a palavra chave foi compartilhar, e a palavra ao mestre Prof. Claudio Renato fica a certeza que foi apenas o ..."INICIO" de grandes e importantes momentos.