Autoria: Jayme Caetano Braun Nobre cardápio crioulo das primitivas jornadas, Nascido nas carreteadas do Rio Grande abarbarado, Por certo nisso inspirado, o xiru velho campeiro Te batizou de "Carreteiro", meu velho arroz com guisado. Não tem mistério o feitio dessa iguaria bagual, É xarque - arroz - graxa - sal É água pura em quantidade. Meta fogo de verdade na panela cascurrenta. Alho - cebola ou pimenta, isso conforme a vontade. Não tem luxo - é tudo simples, pra fazer um carreiteiro. Se fica algum "marinheiro" de vereda vem à tona. Bote - se houver - manjerona, que dá um gostito melhor Tapiando o amargo do suor que - às vezes, vem da carona. Pois em cima desse traste de uso tão abarbarado, É onde se corta o guisado ligeirito - com destreza. Prato rude - com certeza, mas quando ferve em voz rouca Deixa com água na boca a mais dengosa princesa. Ah! Que saudades eu tenho dos tempos em que tropeava Quando de volta me apeava num fogão rumbeando o cheiro E por ali - tar...
ESPAÇO DE INCENTIVO E PRÁTICAS ITINERANTES À LEITURA. SILVIAHELENA.CALCAGNO@HOTMAIL.COM (53) 984153820