Pular para o conteúdo principal

PÃO A PESO




Para o pobre municipe indefeso
Foi sempre um logro o pão de cada dia,
Deante da indifferença e do desprezo
Da edilidade surda-muda e fria!

Que ella perca, afinal, o antigo vezo
E, dando mostras de sabedoria,
Ordene que se venda o pão a peso,
Ponha balança em cada padaria.

Só assim Zé povinho proletario,
Sem temor de, qual pillula, engulil-o,
Poderá mastigar seu panis diario.

Mas, porque fique o povo mais tranquillo,
Dê-se á lei additivo compulsorio
Que em mil grammas mantenha cada kilo...




FONTE DA CARIOCA
D.XIQUOTE
 1922

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema Anjos de uma asa só

Um lenda,um acalento. . .  Não sei se é verdade. . . e não me importo com isso.  Não precisa ser. . . .  Foi há muito tempo atrás. . . depois do mundo ser criado e da vida completá-lo.  Num dia, numa tarde de céu azul e calor ameno. Um encontro entre Deus e um  de seus incontáveis anjos. Acredita?  Deus estava sentado, calado. Sob a sombra de um pé de jabuticaba. Lentamente  sem pecado, Deus erguia suas mãos então colhia uma ou outra fruta. Saboreava  sua criação negra e adocicada.Fechava os olhos e pensava. Permitia-se um  sorriso piedoso.Mantinha seu olhar complacente. Foi então que das nuvens um  de seus muitos arcanjos desceu e veio em sua direção.  Já ouviu a voz de um anjo?  É como o canto de mil baleias.  É como o pranto de todas as crianças do mundo.  É como o sussurro da brisa.  Ele tinha asas lindas. . . brancas, imaculadas. Ajoelhou-se aos pés de Deus e  falou:  ? Senhor. . . visite...