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A VIDA

A ALVORADA FOI RISONHA; ERGUESTE-TE COM O DIA, EU FIZ, N'AQUELLA ALVORADA, UMA ALEGRE PROPHECIA. INDA RADIAVA FULGENTE VENUS, A SAUDOSA ESTRELLA, JÁ TU ORNAVAS AS TRANÇAS E CANTAVAS Á JANELLA. E DOS LARANJAES VISINHOS OS ROUXINOES ACORDADOS RESPONDIAM-TE COM TRINOS DA TUA VOZ NAMORADOS. DOS VIRENTES JASMINEIROS, QUE A PRIMAVERA ENFLORAVA, VINHA CHEIO DE PERFUMES O VENTO QUE TE BEIJAVA. QUEM DISSERA ENTÃO AO VÊR-TE N'ESSA RISONHA ALVORADA, QUE Á NOITE, ESTRELLA CADENTE. SERIAS INANIMADA? Escripto em um album a pedido de F.M. de souza Viterbo em 1870. JULIO DINIZ

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