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LER

As tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem a leitura de livros de lado, isso resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres. A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito rotineiro as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo. Muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas com o tempo, pois não as praticamos, através da leitura rotineira tais conhecimentos se fixariam de forma a não serem esquecidos posteriormente. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler, talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso conhecimento mais amplo e diversificado. Durante a leitura desc...

Um olho no peixe e o outro no gato

Tô sempre ligado, eu acho. Vivo com um olho no peixe e o outro no gato. Só que esses versos não levariam este título, se você não o tivesse mencionado. E se foi apenas um ditado, jogado. Desculpe-me, levei para o sentido literário. Até já fiz este poema, rimado. Afinal, na minha imaginação alguém poderia ser um animal. Não importa quem fosse o peixe ou gato. Por isso, fiquei completamente atento a cada verso e seu significado Fosse ele metafórico, irônico ou debochado. Poderiam ter sido ambos, é fato. Então tento o desembaraço Arriscando para não ficar ainda mais atrapalhado Escrevendo novos versos, tentando descosturá-los. E se eu perceber que o gato está prestes a abocanhar o peixe, eu paro. (claro, no sentido literal!) Quero os dois vivos pros versos sempre ficarem inacabados. Escrito por  Vagner de Alencar

O Laço e o Abraço, texto de Mário Quintana

Meu Deus! Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braços. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso... Não prendem, não...

2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Ivete Sangalo, Monica De San Galo - Completo

Anjo da guarda - Tribalistas

Escureceu, o sol baixou Anjo da guarda cantarolou Nana neném Nana neném Cacheadinho, anjinho é De manhã sob o sol Cada gota de orvalho A secar, é suor É suor de trabalho Nana, neném Nana, neném Nana, neném O estudante, o trabalhador Sente deixar o cobertor Pega a marmita Ronca o motor Leva a beleza Que a vida é De manhã sai da cama Havaiana no pé Apostila na mochila Vira logo o café Nana, neném Nana, neném Nana, neném

Mais um ano - Rubem Alves

A celebração de mais um ano de vida  é a celebração de um desfazer,  um tempo que deixou de ser,  não mais existe. Fósforo que foi riscado. Nunca mais acenderá. Daí a profunda sabedoria  do ritual de soprar as velas em festa de aniversário. Se uma vela acesa é símbolo de vida,  uma vez apagada ela se torna símbolo de morte.

Lixo Extraordinário

Cidades

“Jamais se deve confundir uma cidade com o discurso que a descreve. ”  (Calvino)

CARNAVAL

O carnaval me fascinou desde a mais tenra infância e ficava alucinada querendo participar dos blocos que se formavam, encantador no colorido e especial na animação de cada folião. Na minha cidade do Rio de Janeiro era a delícia dos meus tempos de garota. Jogava as serpentinas como eu observava os adultos fazerem, e ficava enfeitiçada pela direção imprevisível que elas tomavam. Tudo era fascinação nos áureos tempos em que ainda se podia dar ao luxo de brincar carnaval, sem temer a violência e as drogas. Elas existiam, mas de uma maneira mais amena e sem ostentação. Em todos os carnavais de minha infância a fantasia era indumentária insubstituível, uma espécie de entrada obrigatória e evidente para qualquer reunião da criançada enlouquecida pelas brincadeiras informais e querendo seguir o palhaço que fazia a abertura da festa popular. E nos reuníamos primeiramente na Praça do Lido, sambando ao ritmo das músicas executadas. Nunca esquecerei o leve e inebriante torpor que aqueles três dias...